Volume de água do Sistema Alto Tietê sofre com estiagem

BRUNO LEITÃO

Há pouco mais de um mês, quando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), acionou as sete bombas instaladas na Represa Jacareí, no interior de São Paulo, para iniciar a captação de água do ‘volume morto’ do Sistema Cantareira, um novo problema parece preocupar as entidades envolvidas no abastecimento aquífero da população: o nível de água do Alto Tietê, pois o sistema que abastece 4 milhões de habitantes apresenta o pior nível em dez anos. Além disso, segundo informou o portal do Estadão, o Alto Tietê registra uma queda diária com a mesma velocidade do Cantareira e corre o risco de secar ainda neste ano.

Desde fevereiro, quando a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) passou a remanejar água dos Sistemas Alto Tietê e Guarapiranga, para cerca de 1,6 milhão de pessoas que eram atendidas pelo Cantareira, o sistema perdeu 16,3 pontos porcentuais, chegando a 28,1% da capacidade no último dia18. Nesse período, o Cantareira caiu 16,8 pontos e mostrava 22,7% de armazenamento devido ao uso do “volume morto”.

Dados da Sabesp mostram que não foram só os reservatórios do Cantareira que sofreram com a falta de chuva no verão. Nas cinco represas do Alto Tietê, distribuídas entre Suzano e Salesópolis, região leste da Grande São Paulo, o índice pluviométrico também ficou mais de 30% abaixo da média histórica entre fevereiro e maio. Temendo o agravamento da situação, o Comitê da Bacia do Alto Tietê decidiu criar uma Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico semelhante ao grupo anticrise que acompanha a estiagem do Cantareira.

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