Vai viajar com o pet? Veja algumas dicas antes de pegar a estrada

Para curtir o finalzinho das férias, muitas famílias aproveitam os dias de descanso para buscar um refúgio em outras cidades. Malas prontas, carro revisado e casa bem trancada, tudo pronto? Claro que não. Se a família tiver decidido levar o animal de estimação para o passeio ou optar por deixá-lo hospedado em hotéis especializados em receber os pets, a preocupação com a saúde do amigo de quatro patas deve ser a mesma.

Algumas doenças são transmitidas por vetores como pernilongos, mosquitos, carrapatos e pulgas, porém a presença destes parasitas varia de acordo com a região. Cães e gatos também podem ser afetados com doenças de pele e parasitoses intestinais. Justamente por isso é importante que o animal passe por uma consulta com um médico veterinário antes de embarcar na viagem para receber aplicações de produtos antiparasitários adequados.

Uma doença comum em regiões litorâneas é a dirofilariose, que é causada por um verme transmitido pela picada de mosquito que se aloja no coração do animal. Quando uma fêmea deste mosquito pica um bicho contaminado pela dirofilariose, ela pode transmitir a doença para cães e gatos saudáveis. “Os sintomas podem demorar meses para surgir e incluem tosse, dificuldade respiratória, cansaço fácil, emagrecimento e até óbito nas fases mais avançadas. O tratamento é prolongado e com riscos ao paciente, sendo a prevenção a melhor opção”, afirma Márcia Yuke Kozaka, médica veterinária.

Outra doença transmitida pela picada de flebótomos (também conhecidos como “mosquitos-palha”) é a Leishmaniose, causada pelo protozoário Leishmania spp. A sua distribuição no Brasil restringia-se a áreas rurais, porém, sua disseminação para os centros urbanos é uma realidade nos dias atuais. Considerada uma doença infecciosa de caráter crônico, a leishmaniose visceral pode afetar animais e humanos, o que a torna uma das principais zoonoses mundiais, com casos notificados em 88 países, distribuídos em quatro continentes. O cachorro é considerado o principal hospedeiro em ambientes urbanos, entretanto, animais silvestres, gatos e até mesmo o homem podem ser infectados.

O pet que viaja sem proteção também fica sujeito às ameaças de pulgas e carrapatos. Animais picados por pulgas podem apresentar irritações na pele, dermatites alérgicas e vermes intestinais, que são ocasionados pela ingestão acidental deste parasita. “As manifestações clínicas da verminose causada por pulgas incluem diarreia, vômito e perda de peso. Já os carrapatos infectam o animal ao se fixarem em sua pele. Os cães infestados por carrapatos podem apresentar a erliquiose, causada por um parasita que fica no sangue, o que desencadeia anemia, febre intermitente, falta de apetite, manchas avermelhadas e arroxeadas pelo corpo, sangramento nasal, hematúria (urina com sangue), emagrecimento e em alguns casos mais graves, o óbito”, alerta a Dra. Márcia.

Com tantas doenças rondando por aí compensa sair de casa com o animal? “Sim” – garante a Dra. “Basta fazer a prevenção adequada com medicamentos desenvolvidos para evitar todas essas doenças”, ressalta. É necessário realizar o tratamento preventivo e passear com os animais sem riscos de eles contraírem a leishmaniose e doenças causadas por pulgas e carrapatos, pois o mercado possui produtos antiparasitários com ação repelente e eficácia de até quatro semanas. Já para proteção contra a dirofilariose, também existem opções que tratam e previnem contra parasitas externos e internos, como pulgas, vermes intestinais, sarnas e vermes do coração.

Portanto, não se esqueça de colocar na lista de atividades para serem finalizadas antes da viagem uma parada em um médico veterinário. Somente ele está apto para orientá-lo sobre como prevenir doenças que podem comprometer a saúde de seu pet.

SERVIÇO:
Bayer – www.bayerhealthcare.com.br

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