Teatro Anhembi Morumbi recebe a única apresentação de Almir Sater na Capital

No dia 20 de novembro, Almir Sater se apresenta no Teatro Anhembi Morumbi, na Mooca. O violeiro e cantor sul-mato-grossense, que em 30 anos de carreira gravou dez discos e tornou-se conhecido como autoridade sobre a autêntica música de raiz sertaneja no Brasil, canta alguns dos clássicos de seu repertório. Seu primeiro álbum, Estradeiro, foi lançado em 1981. Com participações em diversas novelas de temática rural, Almir Sater compõe e reelabora baladas do cancioneiro regional brasileiro, principalmente do Pantanal Mato-Grossense e do interior de São Paulo e de Minas Gerais. Em shows recentes, Almir Sater tem sido acompanhado pelos músicos Rodrigo Sater (violão), Marcelus Anderson (acordeom), Guilherme Cruz (violão), Reginaldo Feliciano (baixo acústico), Giselle Sater (backing vocal).

O começo
Almir Eduardo Melke Sater nasceu em Campo Grande e desde os 12 anos tocava violão. Com 20 anos, saiu da cidade natal e foi estudar direito no Rio de Janeiro. Pouco habituado com a vida da cidade grande, passava horas sozinho, tocando violão. Um dia, no Largo do Machado, encantou-se com o som de uma viola tocada por uma dupla mineira. Desistiu da carreira de advogado e logo descobriu Tião Carreiro, violeiro que foi seu mestre.

Em 1979 resolveu tentar a sorte em São Paulo, onde conheceu a conterrânea Tetê Espíndola, na época líder do grupo Lírio Selvagem. Fez alguns shows com o grupo, depois passou a acompanhar a cantora Diana Pequeno. Mais tarde, com o projeto Vozes & Violão, apresentou-se em teatros paulistanos, mostrando suas composições. Convidado pela gravadora Continental, gravou seu primeiro disco.

Em 1984 formou a Comitiva Esperança, que durante três meses percorreu mais de mil quilômetros da região do Pantanal, pesquisando os costumes e a música do povo mato-grossense. O trabalho teve como resultados um filme de média-metragem, lançado em 1985, e o elogiado Almir Sater instrumental (1985, Som da Gente), que misturava gêneros regionais – cururus, maxixes, chamamés, arrasta-pés – com sonoridades urbanas, num trabalho eclético e inovador.

Convidado para trabalhar na novela Pantanal, da TV Manchete, projetou-se nacionalmente no papel de Trindade, enquanto composições suas como Comitiva Esperança (cantada em dupla com Sérgio Reis) e Um violeiro (gravada por Renato Teixeira) estouravam nas paradas de sucesso. Em 1996 voltou à TV, obtendo grande êxito como o Pirilampo da novela O Rei do Gado, da TV Globo.

SERVIÇO :
Rua Dr. Almeida Lima, 1.176
Mooca
Tels.: 2872-1457 / 2872-1458
Dia 20 de novembro, às 21h
Ingressos: R$ 120
Classificação: Livre
Duração: 120 minutos.

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