Sol, mar e muita aventura

No dia 11 de março, segunda-feira, estreia a nova novela das 18h, na Rede Globo, Flor do Caribe. Para conferir de perto os preparativos dessa nova trama, o Jornal O Retrato esteve no Projac (Central Globo de Produções, localizada no bairro de Jacarepaguá, Rio de Janeiro), acompanhou as gravações e ainda entrevistou o diretor de núcleo e diretor-geral Jayme Monjardim.

O enredo
A história gira em torno do romance entre a bugueira Ester (Grazi Massafera) e Cassiano (Henri Castelli), piloto líder do esquadrão de caças da aeronáutica, ambos vivem na fictícia Vila dos Ventos. Mas a felicidade dos dois será ameaçada com o retorno de Alberto (Igor Rickli), amigo de infância do casal, que ficou por anos afastado. Herdeiro da rica família dos Albuquerque, o rapaz é apaixonado por Ester e após assumir a presidência do Grupo Albuquerque, um rico conglomerado que possui salinas, minas de diamante e de tungstênio, Alberto arquiteta um plano para se livrar de Cassiano. O noivo de Ester acaba aprisionado pelo mafioso Dom Rafael (César Troncoso).

O Alberto é um cara que cresceu acostumado com toda a mordomia do mundo, sem a presença da mãe e do pai, criado por um avô muito autoritário e poderoso. Ele foi uma criança que cresceu sem base familiar. É uma pessoa que passa por cima dos outros de qualquer forma, que não aprendeu a ter respeito. E a Ester é o único ponto onde ele vê o amor de verdade. Ele precisa tê-la, precisa estar perto dela”, diz o estreante em novelas Igor Rickli sobre seu personagem.

O cenário
Para encher os olhos dos espectadores, a novela foi gravada no Rio Grande do Norte durante o mês de dezembro. Praia da Pipa, Baía Formosa, Genipabu e outros locais deslumbrantes do Estado surgem na tela em toda a sua beleza. “Quando li sobre a história do Rio Grande do Norte e vi um lugar alto-astral, com muitas riquezas naturais e belas paisagens, decidi que seria lá”, conta o autor Walther Negrão.

Outro local escolhido foi a Guatemala, a equipe esteve no vulcão Pacaya e nas cidades de Tikal, Lago Izabal, Antígona e Semuc Champey.

Para mostrar cada detalhe das paisagens brasileiras e do exterior também durante a noite, a técnica de cinema Noite Americana, chamada de day for night, que consiste em filmar durante o dia e tratar a imagem no monitor, transformando-a em uma noite azulada, foi utilizada. “A novela está muito bonita, não é porque eu estou fazendo, mas realmente a estética dela está superlegal”, diz Igor.

Um mundo em uma só cidade
As próximas gravações não sairão do Rio de Janeiro, afinal, a equipe já criou duas cidades cenográficas com riqueza de detalhes. Uma delas está na Central Globo de Produções, com 8.350m², onde foi montada a fictícia Vila dos Ventos, a mansão dos Albuquerque e o sítio de Veridiana (Laura Cardoso) e Candinho (José Loreto); outra foi montada na Restinga da Marambaia, região litorânea da cidade administrada pela Marinha do Brasil, onde é retratada a vila dos pescadores.

Hablas português?
A produção também conta com atores estrangeiros como Moro Anghlieri, da Argentina, que interpretará Cristal, e César Trancoso, do Uruguai, no papel do mafioso Dom Rafael. “Foi uma ousadia do Jayme e achei que ele estava certo. Precisávamos de uma atriz cantora para fazer a personagem Cristal e ia ficar estranho ela ser a única da família com sotaque. Colocamos mais atores para compor esse ambiente”, afirma Negrão.

Gravações
O ritmo das gravações está intenso para que a novela vá ao ar no dia 11. A equipe envolvida vai muito além dos atores que aparecem em cena, nos bastidores estão câmeras, assistentes, técnicos e diretores, com olhares aguçados ajustando cada detalhe. Leonardo Nogueira assume a direção-geral juntamente com Jayme Monjardim, mas além deles também existem os diretores Teresa Lampreia e Thiago Teitelroit. Entre uma gravação e outra, Monjardim separou um tempo para conversar com a equipe do Jornal O Retrato. Confira:

O RETRATO – Quando surgiu o convite para fazer essa novela?
JAYME MONJARDIM
– Eu trabalho com o Negrão há alguns anos, nós já fizemos juntos Direito de Amar, A Casa das Sete Mulheres… E aí estamos fazendo essa agora. Novela é parceria de autor e diretor, não adianta, é um “casamento” que funciona.

OR – Qual o diferencial desta produção?
JAYME – Cada trabalho é como se fosse um filho, porque dá uma mão de obra muito grande fazer. Quando eu fiz Direito de Amar, que foi o meu primeiro trabalho com o Negrão, já era difícil para mim, porque era a minha primeira direção-geral e a novela era toda de época. Com o Negrão só peguei coisa complicada. Depois nós fomos fazer Casa das Sete Mulheres, que era mais difícil ainda, tudo no Rio Grande do Sul, exércitos, batalhas… e agora esta, que é uma aventura amorosa. Então não tem diferença, ele só me dá trabalho. E encontrar essa liga entre a Guatemala, Rio Grande do Norte, tudo isso é um projeto muito delicado para nós.

OR – Como retrataram o Rio Grande do Norte?
JAYME – O que vai acontecer é uma loucura! A novela acontece em volta de uma cidade fictícia chamada Vila dos Ventos, tudo o que há de mais bonito no Rio Grande do Norte, as Dunas Rosadas, Pipa, Genipabu, concentramos em volta da nossa cidade. O único problema é as pessoas irem para Natal procurar Vila dos Ventos e acharem que vão encontrar tudo aquilo lá, porque está tudo distante: 600 km, 900 km.

OR – A novela também terá um retorno ao passado. Como será isso?
JAYME – O primeiro plano da novela é em 1945. Tudo se passa na cabeça do personagem do Juca de Oliveira, que tem traumas de guerra e que vive com essa sensação o tempo todo. Então, por exemplo, o avião do nosso protagonista está sobrevoando e dando uns rasantes, ele pira, achando que é a guerra que está voltando.

OR – Essa volta então seria só por parte desse personagem?
JAYME – Só por parte dele. Na verdade tem um outro que eu não posso contar agora, senão estaria revelando a história da novela. Existe uma outra pessoa que viveu essa história e que hoje eles não sabem que se conheceram no passado. Mas é um passado de segunda-guerra, é um outro charme na novela.

OR – Qual a expectativa para a estreia?
JAYMEFlor do Caribe nasceu para ser uma novela simples, popular e emocional, por isso que é uma grande aventura amorosa. Nós sonhamos que dê certo, mas quem escolhe é o público, não tem jeito. Ninguém tem a fórmula do sucesso, queria eu! Nós temos os ingredientes, que quando somados, as chances de dar certo são grandes, então trabalhamos com essa possibilidade, mas a decisão se esse acerto é realmente um acerto parte do público.

SERVIÇO:
Flor do Caribe – 18h – TV Globo

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