Sistema Cantareira atinge nível crítico de 12,4%

O Sistema Cantareira encontra-se em estado alarmante. Até o fechamento desta edição, 10 de abril, o nível do volume armazenado pelo sistema, responsável por atender alguns bairros da zona Leste, como Água Rasa, Belém, Belenzinho, Jardim Anália Franco, Mooca, Parque da Mooca, Quarta Parada, Tatuapé, Vila Formosa, Vila Gomes Cardim e Vila Prudente, era de apenas 12,4%. No mesmo período de 2013, o volume armazenado era de 63%.

De acordo com a assessoria de imprensa da Sabesp (Cia. de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), “a empresa tem envidado todos os esforços no sentido de minimizar os efeitos da estiagem de maneira a poupar a população de eventuais incômodos. Foram adotadas medidas como: implantação do bônus para quem economizar água em toda a Região Metropolitana de São Paulo, transferência de água dos sistemas Alto Tietê e Guarapiranga para usuários do Cantareira, início de obras para utilização da reserva estratégica e uma intensa campanha da necessidade de economizar água junto aos veículos de comunicação”.

A assessoria ainda ressalta que não há restrição de consumo em nenhum dos 365 municípios administrados pela empresa. As cidades do Estado que adotaram o racionamento, como Guarulhos, Valinhos e Itu, não são administradas pela Sabesp.

Volume morto
Outro fato que está preocupando os cidadãos é a captação do volume morto, água que está abaixo dos sistemas de captação dos reservatórios do Cantareira, o que ameaça trazer poluentes prejudiciais à saúde. Segundo informações do site da Folha de São Paulo, esse volume nunca foi retirado e serve como uma reserva. Recentemente o governador Geraldo Alckmin (PSDB), autorizou a Sabesp a utilizá-lo.

De acordo com as especialistas em biologia e toxicidade em corpos d´água Dejanira de Franceschi de Angelis e Maria Aparecida Marin Morales, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e Silvia Regina Gobbo, da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), em declaração ao site do Estadão, “quando se cogita fazer o uso do volume morto, por causa das condições emergenciais de necessidades hídricas, antes que esteja disponível para o abastecimento público, deve passar por análise criteriosa e tratamento adequado para atendimento dos padrões normatizados de qualidade de água“.

Após uma solicitação das especialistas citadas, o Ministério Público Estadual (MPE) deu origem a um inquérito civil para investigar a crise hídrica do sistema.

Fontes:
Estadão, Folha de São Paulo

SERVIÇO:
Sabesp
www.sabesp.com.br

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