Sem reajuste salarial, metroviários deixam de trabalhar e ”travam” São Paulo

BRUNO LEITÃO

A cidade de São Paulo acordou travada na manhã do último dia 05, quinta-feira. Isso porque metroviários da Capital não conseguiram firmar um acordo com o Metrô, que tinha como meta um reajuste salarial para a categoria.

Inicialmente, os metroviários confirmaram um pedido de aumento ao Governo do Estado de 35,47%. Se houvesse um acordo, a classe não entraria em greve. Porém, não foi o que aconteceu. Em resposta aos metroviários, o governador Geraldo Alckmin negou a proposta. Com isso, a categoria resolveu diminuir o pedido e apresentou novos números, desta vez, exigindo um aumento de 16,5%. E novamente receberam outra negativa por parte do governador, que concordou com um aumento, porém, de 8,7% valor acima da inflação de 5,2% no período de maio de 2013 a maio de 2014.

Em Itaquera, zona Leste de São Paulo, às 7h, um grupo de usuários revoltados com a situação das vias quebrou as grades de segurança para entrar na área de embarque dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Além do metrô, as portas da estação da CPTM, que deveriam funcionar normalmente, foram fechadas por medida de segurança. A Polícia Militar foi chamada, mas ninguém foi preso. Temendo uma confusão maior, a companhia liberou as catracas às 7h40 e os trens da CPTM começaram a parar na estação.

Ainda pela manhã de quinta-feira, representantes do Metrô e dos grevistas se reuniram na Delegacia do Trabalho, na tentativa de um novo acordo entre as partes, fato que não aconteceu. Devido à paralisação dos funcionários do Metrô, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o rodízio de carros com placas finais 7 e 8. Até o fechamento desta edição, 38 das 63 estações de metrô estavam funcionando, sendo que as linhas 1 azul, 2 verde e 3 vermelha operavam com rotas reduzidas. Uma audiência de conciliação estava marcada para acontecer na noite de quinta-feira, dia 05, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a fim de acabar com a paralisação.

O trânsito na Cidade foi outro ponto que também atrapalhou os paulistanos. No mesmo dia, às 9h30, por exemplo, foi registrado 209 km de lentidão, terceiro pior índice para o horário em 20 anos.

CET também adere à greve
Com o reajuste salarial como principal reivindicação, os funcionários da CET entraram em greve, na noite do último dia 04. Além do aumento de salário e melhorias nos benefícios, o sindicato reivindica aumento do efetivo de profissionais da área nas ruas. A paralisação teve início logo após uma reunião com o Sindicato dos Trabalhadores no Sistema de Operação, Sinalização, Fiscalização, Manutenção e Planejamento Viário e Urbano do Estado de São Paulo (SindViários). No dia 05 a CET obteve uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para que ao menos 70% dos serviços disponibilizados pela empresa fossem mantidos pelos sindicatos. A multa foi definida em R$ 100 mil ao dia caso seja descumprida a liminar. Segundo a CET, a Justiça “considerou que o serviço prestado é de alta relevância, como sinalização, operação e fiscalização do sistema viário, e constitui atividade essencial para a vida e segurança da população”.

Até o fechamento desta edição, o SindViários, sindicato da categoria, ficou de realizar uma reunião para decidir as questões legais do documento e o prosseguimento da paralisação.

Fonte:
G1

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

  face