Sabesp solicita nova retirada de água do ‘volume morto’

BRUNO LEITÃO

Devido à pior estiagem da história enfrentada pelo Sistema Cantareira, principal manancial paulista – até o fechamento desta edição, o volume armazenado no manancial era de 12,5 %, a Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo), anunciou na última terça-feira, dia 19, que pretende retirar mais uma porção de água do chamado ‘volume morto’, porém, quantidade um pouco inferior se comparada aos números divulgados em julho, quando a agência avisou pela primeira vez sobre o desejo de uma nova retirada. Naquela ocasião, a Sabesp informou que captaria 116 bilhões de litros de água, valor que, agora, depois de novos cálculos, foi reduzido para 106 bilhões de litros.

A segunda cota do ‘volume morto’ será captada exclusivamente das Represas Jaguari-Jacareí, na região de Bragança Paulista, que representam por volta de 80% da capacidade do Cantareira. Em maio, quando a primeira cota foi retirada (182,5 bilhões de litros), a reserva foi dividida entre Jaguari-Jacareí (104 bilhões) e Atibainha (78,2 bilhões), situada em Nazaré Paulista. Com isso, as duas principais represas que mantêm o Cantareira ficariam com apenas 3% da capacidade, já levando em conta o ‘volume morto’ e o volume útil.

Segundo divulgou o portal Estado, a Sabesp já havia confirmado que a retirada dos 106 bilhões de litros já havia sido autorizada pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo) e pela ANA (Agência Nacional de Águas), porém, depois disse que o processo estava sendo analisado e que apenas a permissão para a realização das obras necessárias para a captação das águas da reserva técnica estava liberada.

A primeira cota do volume morto, segundo a Sabesp, tem previsão para durar até o mês de outubro. Sobre a segunda, a agência ainda não se pronunciou sobre quando pretende fazer a captação nem especulou sua duração, levando em conta que os prazos devem ser calculados de acordo com as esperadas chuvas na capital paulista. Ainda segundo a Sabesp, um rodízio oficial de água para os consumidores não deve ser conversado até, pelo menos, março de 2015.

Fonte:
Estadão

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