Sabesp diz que Cantareira vai ‘crescer’ 10,7% com nova cota de reserva técnica

BRUNO LEITÃO

Na última segunda-feira, dia 22, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) anunciou que a próxima captação do chamado ‘volume morto’ vai fazer o Cantareira ‘subir’ 10,7 % do nível atual que, até o fechamento desta edição, marcava 7,4 % .

A ANA (Agência Nacional de Águas) e o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) ainda não aprovaram oficialmente a ação, fato que a própria Sabesp afirma já ter ocorrido, mas que recorrerá para a nova situação apenas em ‘caso de emergência’. Vale lembrar que as obras necessárias para iniciar a nova captação já estão prontas, aguardando apenas a ordem de utilização.

No mesmo período do ano passado, o Cantareira marcava 42,3 % da capacidade. Mesmo se adicionada a nova quantidade de água ao manancial (106 bilhões de litros), o número não seria capaz de atingir 19 %. A Sabesp também informou que caso a falta de chuvas ainda perdure na Cidade, a segunda parte do ‘volume morto’ deve durar, no mínimo, até março de 2015.

Dois Sistemas Cantareira com água de reuso
Em matéria divulgada pelo portal Folha no último domingo, 21, a quantidade de água na Capital que é ‘ignorada’, seria capaz de fornecer água em demasia ao povo e, quem sabe, a situação do Cantareira não seria a mesma que enfrentamos nos dias de hoje. A constatação se dá pelo número de litros de esgoto produzidos na região metropolitana – 60 mil por segundo, capaz de ser reciclado e devolvido para a população em forma de água potável.

No Brasil, a água de reuso ainda não é utilizada para beber, apenas para lavagem de carros, calçadas e na produção industrial.

Ainda de acordo com a mesma reportagem, especialistas contam que existem cinco estações que tratam o esgoto em nível inicial, e que o processo poderia ser completado até tornar a água passível de consumo. Seriam 16 mil litros de água potável por segundo para a Grande São Paulo utilizando as cinco estações, o equivalente a abastecer aproximadamente 4,8 milhões de pessoas.

Sobre os custos de um possível avanço no programa, os especialistas disseram que ainda não há estimativas de valor, mas ressaltou o fator negativo do curso das águas de alguns rios estarem bastante poluídos, com plantas e lixo, o que certamente encareceria os custos do procedimento.

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