Renata Fan abre o jogo

Por NAIARA TELES E AMANDA LISSONI

No comando do programa Jogo Aberto, que vai ao ar pela Band, de segunda a sexta-feira às 11h15, Renata Bomfiglio Fanjá, mais conhecida como Renata Fan é a primeira mulher a comandar uma mesa redonda de futebol no Brasil.

Nascida em 5 de julho de 1977, em Santo Ângelo, Rio Grande do Sul, a gaúcha formou-se em Direito antes de cursar Jornalismo, profissão que julgou mais adequada para seu perfil dinâmico e extrovertido. Em seu histórico profissional constam passagens pela Rádio filiada da Transamérica FM, onde trabalhou por três anos como locutora; pela Record, com o programa Zapping, onde também conheceu e trabalhou com seu atual colega de emissora Milton Neves nos programas Terceiro Tempo e Debate Bola.

Destacando-se por sua inteligência e simpatia, a loira uniu competência com sua paixão por futebol, fórmula que deu supercerto. Torcedora fanática do Sport Clube Internacional (Colorado), mostra que o esporte não é um campo exclusivo da parte masculina da população. Confira a entrevista!

O Retrato – Na época em que você começou era muito raro encontrar mulheres que assumissem o segmento esportivo dentro do jornalismo. Hoje, sabemos que há mais espaço para elas. Como foi para você lidar com as críticas? E como é atuar em um segmento predominantemente masculino?

Renata Fan – Na verdade nunca me abalei com as críticas, e elas sempre acontecem, não há como evitar. Acredito que a melhor maneira é ter discernimento e separar o que aceitar ou não. Com relação ao ambiente masculino, primeiramente eu queria mostrar o que era a minha paixão, e quando você faz isso, o que menos importa é o fator masculino ou feminino. O importante na verdade é a competência.

OR – Você acha que o Brasil e os brasileiros estão preparados para sediar a Copa em 2014?

Renata - Preparados estamos. Talvez o que falte é o brasileiro entender a magnitude de um evento como este. Não é a mesma coisa de viajar para disputar o campeonato em outro país e sim, receber esse evento e ajudar na infraestrutura, porque precisamos de aeroportos, transportes para todos, hotéis e principalmente da segurança. E todos esses quesitos não dependem somente das autoridades, a população tem que ajudar, tomar certos cuidados, pensar no cronograma, enfim, fazer a sua parte.

OR – Qual a sua opinião sobre o desempenho da Seleção Brasileira?

Renata - Quanto mais cedo o técnico Mano Menezes definir o time para que eles possam treinar e se preparar para o mundial, melhor será. Ainda mais porque nós não participamos das eliminatórias. Qualidade nós já possuímos com bons jogadores do Brasil e de fora do País. Com isso acredito que a seleção brasileira tem tudo para dominar a Copa e, por que não, conquistar mais um título.

OR – E quanto ao Brasil ser sede de uma Olimpíada?

Renata - O Brasil já teve essa experiência com o Pan-americano. Claro que o evento é um pouco mais abrangente, com mais modalidades, mas tudo isso é ótimo para o País. Com a Copa e as Olimpíadas melhoramos nossa cultura e deixamos o Brasil na vitrine dos grandes centros. Coloco tudo em um pacote só porque não vejo os eventos separados, penso em um todo.

OR – Falando um pouco sobre você. Sua primeira formação foi em Direito. Por que decidiu partir para o Jornalismo?

Renata - O Direito não é prático e rápido, ele quer esgotar todas as instâncias e isso me decepcionou, pois sou muito dinâmica. Embora essa faculdade me sirva como um apoio constante, não é o que eu gostaria de seguir. Não me arrependo de ter feito, aprendi muita coisa, mas o Jornalismo tem mais a ver comigo!

OR – Como é a sua rotina? Pratica esportes?

Renata - Não muito. Faço caminhada, massagem, drenagem linfática mais pela estética mesmo. Semanalmente assisto a 16 jogos contando com nacionais e internacionais. Há mais de dois anos eu gravo os jogos para poder assistir com tempo. E tudo isso não é somente porque trabalho com isso, eu amo de verdade. E esse é o segredo do meu trabalho, a paixão, faço tudo com carinho e dedicação.

OR – Você gosta muito de futebol. Foi influenciada pelo seu pai, por ele ter sido jogador amador?

Renata - Sim. Meu pai é um colorado fanático do Atlético Clube Internacional. Eu gostava de ouvir rádio com ele e acompanhar os jogos. Ele também jogava futebol de botão e eu era apaixonada por isso. Foi a primeira pessoa que me trouxe a oportunidade de estar nesse mundo do futebol.

OR – Você é do tipo torcedora fanática, que não perde um jogo?

Renata - Sou. Já fiz promessa de ficar três horas ajoelhada e de deixar de comer chocolate, que é meu vício, durante uma semana para que o clube tivesse um bom resultado. Eu ainda acredito em um futebol de raça, de garra, que encanta os torcedores e que deixa a todos extremamente apaixonados e envolvidos, não em um esporte cujos envolvidos estão apenas pensando no dinheiro!

SERVIÇO:
Renata Fan – www.renatafan.com.br
Programa Jogo Aberto – Band – De 2ª a 6ª, às 11h15

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