Proteja-se das hepatites B e C

Um “bife” tirado pela manicure no canto de uma unha, embora não seja muito doloroso na hora, pode causar muitos problemas de saúde futuros. Além de possíveis micoses, um alicate ou um pau de laranjeira infectado podem transmitir tanto hepatite B quanto hepatite C, doenças que tendem a ser silenciosas, ao mesmo tempo que, se não tratadas corretamente, podem ser fatais.

Hepatite é toda e qualquer inflamação do fígado e que pode resultar desde uma simples alteração laboratorial (portador crônico que descobre por acaso a sorologia positiva), até doença fulminante e fatal, mais frequente nas formas agudas. Segundo o Dr. Alderson Luiz Pacheco, graduado em medicina pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduado em Cirurgia Geral pelo Hospital de Clínicas da UFPR, muitas pessoas infectadas pelo vírus da hepatite não apresentam sintomas, porém, correm o risco de desenvolver doenças hepáticas graves, como cirrose ou câncer primário do fígado, enquanto outros podem apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo fadiga, febre baixa, dores musculares e nas articulações, desconforto abdominal descrito como sensação de peso, diarreia ocasional e icterícia.

Estima-se que uma em cada dez pessoas no mundo esteja contaminada com pelo menos um dos vírus a seguir: Hepatite B e C, HIV e HPV, tornando-os uma grande ameaça para a população. “E o pior de tudo é que existem inúmeras formas de prevenção para todos esses problemas e elas são divulgadas incessantemente,” comenta Pacheco.

Atitudes que devem ser mudadas ou adquiridas
O vírus da Hepatite pode ser adquirido por meio de agulhas: ao utilizar drogas injetáveis; ter se submetido a um transplante ou ao fazer uma tatuagem, por exemplo; ao praticar sexo não seguro (ter muitos parceiros ou não utilizar proteção); ser portador do vírus do HIV; usar certos medicamentos; abusar de bebidas alcoólicas; ter algum membro na família que contraiu hepatite A recentemente; e, entre outras situações, ser um profissional da área de saúde, inclusive dentistas, devido ao contato com sangue.

Mesmo não sendo consideradas profissionais da área de saúde, as manicures e podólogos também estão expostos aos vírus da Hepatite devido ao contato com materiais cortantes e ao sangue, assim como os clientes. “Por isso, uma dica muito importante para quem for ao salão fazer as unhas, é levar o seu próprio kit de manicure ou escolher um estabelecimento confiável – e lembrar-se de que agulhas e seringas também não podem ser compartilhadas ou reutilizadas”, alerta o especialista.

Para comprovar o quanto é importante levar o seu próprio kit aos salões, um estudo realizado recentemente em São Paulo com cem manicures constatou que dos entrevistados, 40% não sabiam que podiam adquirir ou transmitir alguma doença durante o exercício de suas profissões. Ao entrar em contato com o sangue de um cliente, 54% dos profissionais não tomavam nenhuma medida e 46% tomavam medidas erradas. Já 66% revelaram que não acham importante lavar as mãos, uma medida básica para prevenir doenças contagiosas e 93% reutilizam materiais descartáveis como palitos, lixas e sacos plásticos. De todos os entrevistados, só 7% dos profissionais usam fornos para esterilização – mas nenhum dos que usam autoclave sabia direito como usá-los (temperatura adequada, tempo de exposição dos materiais).

Por isso, mesmo com todos esses cuidados preventivos existentes, Pacheco diz que é sempre bom realizar exames para saber com antecedência se o indivíduo está com algum problema de saúde desse gênero, pois é o tratamento precoce que pode garantir a qualidade de vida do paciente e a sua cura.

SERVIÇO:
Dr. Alderson Luiz Pacheco
(CRM-PR 15715)
www.alplastica.com

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