Procura-se Berdinazzi

Desde o dia 07 de setembro o vira-lata mais conhecido como Berdinazzi ou Bê, de apenas oito anos, desapareceu, deixando a família de Rafael Ferreira e Nathaly Lopes Mattar, grávida de seis meses, muito triste. “Fomos viajar para o interior e deixamos nosso cãozinho na casa de um amigo que mora no Butantã, mais exatamente na rua Hideo Oshima, localizada no Jardim Peri-Peri. Entretanto, este amigo também estava viajando e quando voltamos o Berdinazzi não estava mais lá”, conta Nathaly, dona do cãozinho.

O casal oferece uma recompensa em dinheiro para quem encontrá-lo. Basta entrar em contato pelos telefones: 9 9818-1888 (Vivo) / 7724-1889 / ID: 2*018115 (Nextel) com Nathaly ou para o Rafael 9 6060-1777 (Vivo).

Relação da família com Berdinazzi
Segundo Nathaly, a história do Bê é bem especial para o casal, pois ele foi herança de Luiz Marcelino (in memoriam), padrasto dela. “A irmã dele tinha uma cadela prenha e ele estava no leito de morte, quando pediu para que um dos filhotes fosse meu e da minha mãe, e se chamasse Berdinazzi por conta da novela, O Rei do Gado, que era transmitida na época. Meu padrasto ainda falou que ele seria nosso fiel companheiro quando ele partisse. E é exatamente como o Bê era. Como sou muito chorona, toda vez que ele me ouvia dar um soluço rumo ao choro, caminhava na minha direção, se apoiava nas minhas pernas e colocava a cabeça no meu colo, como quem dizia: ‘chore aqui no ombro amigo’. Ele morou conosco em Socorro, interior de São Paulo, onde nos acompanhava em todas as trilhas e cachoeiras, sempre indo na frente, abrindo caminho para nos proteger.

Depois moramos dois anos na Amazônia, e ele foi junto. Lá ele nos salvou duas vezes, alarmando que havia uma cobra no quintal de casa. Como ele nunca latia, quando fazia barulho, íamos ver o que era porque ele sempre nos alertava sobre alguma coisa diferente. Lá ele ficou sumido por um mês, pois ele nunca foi um cachorro preso, e como é muito dócil, todos que chamam ele vai. Um belo dia um pescador o encontrou na beira do Rio Negro (quintal de onde morávamos), o chamou e ele atendeu, este pescador estava descendo o rio e ele foi junto. Quarenta quilômetros a baixo de onde morávamos e por sorte um outro pescador, amigo nosso, estava passando de barco neste local, o reconheceu, chamou-o pelo nome, ele abanou o rabo e o pescador nos fez o imenso favor de colocá-lo no barco com ele e nos trouxe de volta. Foi emocionante descobrir que por muita sorte ele tinha voltado.

Quando retornamos para São Paulo, ele foi atacado por um pitbull, que atingiu seu intestino. Bê ficou cinco dias na UTI, quase morreu, e por muita ajuda médica e fé, ele se recuperou 100%. Conto tudo isso para que vocês possam ter uma ideia de um pouquinho de história que ele carrega. Toda a minha família o ama e o considera um anjo da guarda. E agora foi muito mais difícil lidar com o desaparecimento dele, porque achamos muito importante a convivência do nosso bebê com nosso querido cãozinho. Confesso que já até fantasiamos muitos passeios juntos”, finaliza sensibilizada Nathaly.

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