Pizza, feita para todos os gostos

Poucos pratos conseguem ser tão democráticos como a pizza, capaz de agradar gregos e troianos, carnívoros e vegetarianos. A pizza como conhecemos hoje foi criada pelo pizzaiolo Don Rafaelle Espósito em 1889 e recebeu uma data dedicada especialmente a ela em 1985, quando o secretário de turismo, Caio Luís de Carvalho, resolveu durante o Festival da Pizza da Cidade de São Paulo, marcar o dia 10 de julho para celebrar o prato. Não que um paulistano precise necessariamente de uma data para comer pizza, já que o pessoal da Capital do Estado consome diariamente uma média de 1 milhão delas. Um número absurdamente alto, mesmo para uma população tão grande. Isso só quer dizer uma coisa: a pizza já caiu no gosto das pessoas há muito tempo e, com tantas opções novas, a previsão é que a consumação das redondas se intensifique ainda mais.

O mundo todo gosta

Após ser aperfeiçoada em Nápoles, a redonda ganhou o mundo por meio dos imigrantes italianos, que espalharam a receita por diversos países, tornando-a uma tradição praticamente mundial com variações regionais. Segundo o livro Retratos da Velha São Paulo, de Geraldo Sesso Jr., no Brasil a pizza chegou à extinta cantina Santa Genoveva, no Brás, onde o napolitano Carmino Corvino foi pioneiro na comercialização desse alimento no Brasil. Hoje a pizza paulistana é considerada uma das melhores do mundo e devido à criatividade dos brasileiros recebeu uma vasta variação de recheios. Não é à toa que a Cidade possui o segundo maior consumo das redondas no mundo, perdendo apenas para Nova Iorque.

A história que acabou em pizza

Há muitos anos, com data antes de Cristo, que massas de farinha, água e sal surgiram na gastronomia dos povos. Ao que tudo indica, o Império Romano foi aperfeiçoando a massa, a qual os nobres degustavam com ervas e alho. Existem registros de que civilizações antigas como hebreus, egípcios e babilônicos também saboreavam a massa e os fenícios chegaram a acrescentar carne e cebola no pão. Durante a Idade Média os turcos e muçulmanos adotaram esse hábito em sua dieta e, por causa das Cruzadas, o alimento chegou à Itália pelo porto de Nápoles, onde foi incrementada e ficou mais parecida com o que conhecemos hoje. Dizem que o termo Piscea, que deu origem à palavra pizza, surgiu nesta cidade.

Dizem que na segunda metade do século XIX Dom Rafaelle Espósito, um padeiro que servia ao Rei Umberto I e à rainha Margherita, decidiu inovar no cardápio e adicionou muçarela, tomate e manjericão à massa, reproduzindo assim as cores da bandeira italiana no alimento e batizando a receita com o nome da rainha. Este ficou conhecido como o primeiro pizzaiolo da história, responsável por inspirar tantos outros padeiros da região a inovarem e criarem novos recheios, transformando a pizza italiana na mais famosa do mundo.

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