Paulo Goulart deixará saudades

Após cinco anos lutando contra um câncer renal, o ator Paulo Goulart, 81 anos, que estava internado em decorrência da doença, no Hospital São José, em São Paulo, desde o dia 8 de janeiro, não resistiu a complicações e faleceu no último dia 13, quinta-feira, às 13h15 da tarde.

Conhecido por papéis marcantes, como o vilão Donato, de Mulheres de Areia, exibida pela TV Globo em 1993, possuía uma vasta carreira na televisão, no teatro e no cinema. Era casado com a atriz Nicette Bruno com quem teve três filhos: as atrizes Beth Goulart e Bárbara Bruno e o ator Paulo Goulart Filho. Além disso, o ator também deixa sete netos, sendo três atores, e duas bisnetas.

Até o fechamento desta edição, o início do velório estava marcado para o dia 13 de março, às 23h30, no Teatro Municipal de São Paulo. E o enterro acontece no Cemitério da Consolação, no dia 14, sexta-feira, às 14h.

Biografia
Nascido em 9 de janeiro de 1933, em Ribeirão Preto, Paulo Afonso Miessa, mais conhecido como Paulo Goulart, usava o sobrenome do tio radialista Airton Goulart em seu nome artístico. Quando tinha apenas 17 anos, entrou para a Rádio Tupi e logo estreou na televisão também. Em 1952, foi contratado pela TV Paulista para integrar o elenco da novela Helena. Após isso, conheceu e começou a namorar a também atriz Nicette Bruno, que fazia parte da Companhia Teatro de Alumínio.

Um ano depois, o casal fundou a companhia de teatro Íntimo Nicette Bruno (Tinb), e em 1956, o ator mudou-se para o Rio de Janeiro com o objetivo de participar da montagem de Vestido de Noiva, ao lado de Henriette Morineau. Já em 1957, estreou no cinema em Rio Zona Norte. Logo após uma breve passagem pela TV Continental, entre 1958 e 1959, mudou-se com a família para Curitiba, onde desenvolveu projetos na Escola de Teatro Guaíra, no Teatro da Comédia do Paraná e na TV Paraná.

De volta à capital paulista, Paulo foi convidado para trabalhar na extinta TV Excelsior, atuando em novelas como As Minas de Prata (1966), Os Fantoches (1967) e O Terceiro Pecado (1968).

Apenas em 1969 estreou na Globo, em A Cabana do Pai Tomás. No mesmo ano foi um dos protagonistas de Verão Vermelho. Em meados de 1972, interpretou o industrial Claude Antonie Geraldi, em Uma Rosa com Amor, que marcou a trajetória do ator. Na década de 1970, teve mais uma passagem pela TV Tupi, atuando em novelas como Éramos Seis, em 1977, e Gaivotas, em 1979.

Retornando à Globo, atuou em Plumas e Paetês em 1980, Jogo da Vida em 1981, Transas e Caretas em 1984, Roda de Fogo em 1986 e Fera Radical em 1988. Ainda no mesmo ano, fez parte do elenco da minissérie Chapadão do Bugre na TV Bandeirantes. Dois anos depois, participou de Gente Fina e em seguida fez O Dono do Mundo em 1991, ambas na Rede Globo. Além disso, em 1993 participou do remake de Mulheres de Areia, dando vida ao vilão Donato, outro papel marcante na emissora.

Acumulando passagens também no SBT, o ator participou da novela As Pupilas do Senhor Reitor em 1995. Retornou à Rede Bandeirantes, onde fez parte do elenco de O Campeão em 1996, e voltou a trabalhar na Rede Globo interpretando o aviador Ulisses da novela Zazá em 1997. Já em 2002, foi escalado para viver o vilão Farina na novela Esperança e em 2005 fez o sensível Mariano de América.

Em 2007, deu vida a mais um mau-caráter, o professor Heriberto Gonçalves de Duas Caras. Depois interpretou o amargo e vingativo Severo em Cama de Gato. Em 2011, fez o Eliseu Vilanova na trama Morde & Assopra. E além disso o ator também participou de minisséries como: O Auto da Compadecida em 1999; Aquarela do Brasil em 2000; Um Só Coração em 2004; JK em 2006 e Amazônia – De Galvez a Chico Mendes em 2007. Neste ano, seu último trabalho, participou da série O Tempo e o Vento.

Prêmios
Além de multicultural, Paulo Goulart ganhou os prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e Molière de Melhor Ator por sua atuação na Orquestra de Senhoritas, em 1974. Em 2006, a família Goulart, formada por Paulo, Nicette e seus filhos Beth Goulart, Bárbara Bruno e Paulo Goulart Filho receberam um troféu especial, da 18ª edição do Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro, pela união e trabalhos desenvolvidos nos palcos em mais de 20 anos de trajetória.

Fonte:
Folha de São Paulo, Memória Globo e O Globo

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