Parece gripe, mas não é

Ao contrário de diversos tipos de câncer em que os sintomas só aparecem já em fase avançada, no câncer de garganta eles são evidentes ainda no início. Dor e rouquidão constantes, dificuldade de engolir, sensação de caroço na garganta e falta de ar são indícios, mas não apontam necessariamente a presença da neoplasia. Em caso de suspeita, o acompanhamento de especialistas é importante para evitar a preocupação desnecessária ou diagnosticar o tratamento adequado.

O câncer de garganta é o desenvolvimento anormal de células da faringe, laringe ou esôfago, componentes dos sistemas respiratório e digestivo que passam pelo pescoço. Um dos casos conhecidos mais recentes de câncer foi uma neoplasia de laringe – aquela que vitimou o ex-presidente Lula. “O ex-presidente está localizado entre o grupo de risco comum para esse tipo de câncer, que costuma acometer homens, principalmente a partir dos 60 anos”, conta o Dr. Amândio Soares, diretor da Oncomed BH.

Descoberto em fase inicial, o câncer de garganta tem grandes chances de cura. “Geralmente, para tratá-lo, opta-se por uma cirurgia ou radioterapia. Caso a neoplasia atinja o sistema linfático, por exemplo, o procedimento cirúrgico é evitado ao máximo devido aos riscos”, comenta. Esse tipo de neoplasia é o que mais provoca a dispersão do câncer pela região da cabeça, daí a importância de estar atento aos sintomas. “Existe o risco de que a pessoa ignore a rouquidão e a dor de garganta, que são comuns em gripes e resfriados. Por isso, caso esses sintomas se tornem crônicos é preciso recorrer a exames clínicos”, recomenda o médico.

Comportamentos de risco
Entre os principais fatores ambientais, elementos externos que contribuem para o surgimento da neoplasia, estão o consumo de bebidas alcoólicas e cigarro. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), mais de 80% dos pacientes com câncer na laringe têm histórico de fumo ou álcool. “A má alimentação, o estresse e o mau uso da voz também estão relacionados a maiores chances de desenvolvimento de câncer na garganta”, afirma.

Já foi comprovada ainda a relação entre o sexo oral desprotegido e o surgimento do câncer na garganta. “A presença do HPV (vírus do papiloma humano) na região da cabeça e do pescoço pode desencadear o desenvolvimento anormal das células da região infectada”, explica.

SERVIÇO:
Oncomed – Centro de Prevenção e Tratamento de Doenças Neoplásicas – www.oncomedbh.com.br.

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