Papa Bento XVI irá renunciar ao cargo

colaboração NAIARA TELES

No último dia 11, o cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, de 85 anos, anunciou que irá renunciar à liderança da Igreja Católica Apostólica Romana no dia 28 de fevereiro, com a justificativa de que está com a idade avançada e por não ter mais forças para exercer o cargo.

Depois do comunicado, especialistas, fiéis e a própria mídia começaram a averiguar outras versões de um real motivo que o levasse a tomar sua decisão.

Somente na terça-feira, 12, o Vaticano revelou que o Papa usa um marca-passo. Ninguém fora do círculo do pontífice sabia que há 10 anos ele dependia do aparelho. Os especialistas também falam em uma guerra política nos bastidores do Vaticano, pois o Papa enfrentou o escândalo do vazamento de documentos secretos denunciando corrupção nos negócios do Vaticano. Além dos casos de pedofilia, que envolveram padres do mundo todo.

Entretanto, o jornal do Vaticano garante que Bento XVI não está fugindo das suas responsabilidades, nem das intrigas. Mas acredita que só com o tempo os fiéis e a Igreja irão entender a importância de sua herança e a nobreza do seu gesto.

Entenda a renúncia e a escolha de um sucessor
Até o aviso do Papa Bento XVI, a última vez que um pontífice renunciou ao cargo foi há quase 600 anos, em 1415. A renúncia de um Papa está prevista no Código de Direito Canônico, no artigo 332.2, que estabelece que para ser válida é necessário que seja de livre e espontânea vontade e que não precisa ser aceita por ninguém. Segundo o código, uma vez tendo renunciado, o Papa não pode mais voltar atrás.

A Sé Vacante (tempo que transcorre de quando um Papa morre ou renuncia) começará às 20h de Roma (17h de Brasília), no dia 28 de fevereiro. Após a saída ou morte do Papa, os assuntos da igreja ficam sob a responsabilidade do Cardeal Decano, ou Camerlengo. É ele quem convoca o conclave – local para reuniões secretas – que reúne todos os 120 cardeais da Igreja Católica, com menos de 80 anos, no Vaticano. Eles ficam isolados em celas particulares e se reúnem na Capela Sistina duas vezes por dia para votar, durante nove dias, ou pelo tempo que for necessário.

O voto é secreto e a votação é feita em papel. Para que um Papa seja eleito o candidato deverá ter a maioria dos votos. Depois de cada sessão, os papéis da votação são queimados. Se não houver uma definição, uma substância química é adicionada aos papéis para produzir uma fumaça escura, que sai pela chaminé do telhado do Palácio do Vaticano. Se houver uma definição, a fumaça é branca. O novo pontífice é anunciado para a multidão com a frase em latim “Habemus papam”.

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