Novembro Azul visa conscientizar sobre a importância do exame de próstata

Assim como o Outubro Rosa é conhecido como o mês contra o câncer de mama, Novembro Azul também é considerado o mês da prevenção do câncer de próstata, reforçando os cuidados com a saúde masculina. Com o tema Um Toque, Um Drible, o objetivo da campanha é conscientizar os homens sobre a necessidade de se submeterem a exames preventivos.

O tumor é mais comum em homens com mais de 50 anos e se instala na glândula (próstata) do sistema reprodutor masculino, responsável pelo armazenamento de líquidos e é nela que se desenvolve o câncer. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2012 foram identificados mais de 60 mil novos casos da doença. O instituto considera o câncer de próstata uma doença da terceira idade, porque cerca de três quartos dos casos no mundo surgem a partir dos 65 anos.

O câncer pode ser descoberto inicialmente no exame clínico, um toque retal, exame que enfrenta a resistência de muitos homens, combinado com o resultado de um exame de sangue. Se detectado o tumor, só a biópsia é capaz de confirmar a presença de um câncer. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), quando descoberto no início, 90% dos casos de câncer de próstata são curáveis. As pessoas que têm casos de câncer de próstata na família, obesas, e negras têm mais risco de desenvolver a doença.

De acordo com o Inca, no Brasil, este é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, atrás do câncer de pele. Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando 10% do total de cânceres. A taxa de incidência do câncer de próstata é seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

Sintomas
Na fase inicial, o câncer da próstata não costuma apresentar sinais. Quando surgem são parecidos com os do crescimento benigno da próstata: dificuldade e necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite. Na fase avançada, a doença pode provocar dor nos ossos, problemas para urinar e, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

O tratamento vai depender do estágio da doença, e pode ser feito com cirurgia, radioterapia, tratamento hormonal e algumas vezes apenas observação médica. Fique atento! Procure um especialista de sua confiança para realizar os exames preventivos e para cuidar da sua saúde!

Confira uma cartilha elaborada pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) com dicas para detectar a doença.

Cirurgia é mais eficaz do que radioterapia para tratamento do câncer de próstata
A prostatectomia, cirurgia realizada para tratamento de câncer de próstata, oferece melhores resultados do que a radioterapia em homens com doença em fase inicial. É o que afirma um novo estudo realizado por profissionais da Universidade de Karolinska, em Estocolmo, Suécia. A pesquisa analisou dados de 34.515 homens que receberam tratamentos para a doença, divididos entre aqueles que realizaram a cirurgia (21.533) e os que foram tratados com radioterapia (12.982).

Os grupos foram observados sob diversas variáveis, como idade, estágio da doença, estado civil, nível educacional e status econômico. A partir daí, os pesquisadores fizeram um comparativo entre resultados da radioterapia e da cirurgia: na maioria dos casos, houve um risco de mortalidade maior para casos de tratamentos com radioterapia.

O risco de morte foi maior para radioterapia do que para cirurgia nas categorias de baixo, médio e alto risco. No caso de pacientes com a doença localmente avançada e/ou em fase metastática (casos em que o câncer se espalha), as duas terapias aparentam ser equivalentes.

É possível que o estudo leve a um aumento do uso da cirurgia para casos de câncer de próstata localizado. Sua limitação, entretanto, é que ele compara formas mais antigas de radioterapia (entre 1996 e 2000), o que poderia significar uma menor eficácia em relação aos tratamentos radioterápicos atuais, de acordo com o urologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e do Hospital Sírio-Libanês, Dr. Daher Chade. Ainda, os resultados reforçam ainda mais a impressão obtida com estudos retrospectivos anteriores a este, que já sugeriam esta superioridade da cirurgia em relação à radioterapia.

Fica claro que para homens portadores de câncer de próstata de alto risco existem diferenças de mortalidade significativas entre a cirurgia e a radioterapia, diferenças estas que favorecem a realização da prostatectomia”, completa Daher.

Fonte:
Portal Brasil e Governo do Estado de São Paulo

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