Morte de Hugo Chávez provoca medo de instabilidade política e econômica na Venezuela

Após a morte do líder venezuelano Hugo Chávez, 58, no dia 05 de março, em Caracas, as incertezas políticas e econômicas são muitas. A população correu aos bancos, mercados e postos de gasolina, temendo que uma possível instabilidade leve ao desabastecimento.

O cortejo fúnebre, que saiu do hospital até a Academia Militar, onde o corpo foi velado, no dia 6 de março, durou sete horas, recebeu cerca de mil pessoas e seguiu da calmaria para a tensão, quando câmeras do canal de oposição Globovisión chegaram ao local e foram expulsas aos empurrões. O enterro, marcado para sexta-feira, dia 8, não tinha local marcado até a data do fechamento desta edição.

O que acontecerá agora
De acordo com a Constituição, pelo fato de Chávez não ter assumido ainda o cargo devido à sua doença, o presidente da Assembleia Nacional, o chavista Diosdado Cabello, deve assumir a presidência e convocar novas eleições em 30 dias.

O vice-presidente Nicolás Maduro conta com o apoio do ministro da Defesa, Diego Molero, que afirmou ser esse o desejo de Chávez. Ele ainda reiterou o apoio das Forças Armadas a Maduro em disputa contra o opositor Henrique Capriles, que havia perdido a eleição para Hugo Chávez em 2012.

Fontes do governo dos EUA afirmam que o país liderado por Barack Obama aguarda os resultados das eleições para uma possível melhora das relações com a Venezuela. No entanto, não existem esperanças caso Maduro chegue a assumir, pois o vice-presidente já havia insinuado após a morte do líder bolivariano, que os Estados Unidos e a oposição estão planejando sabotar a democracia venezuelana, ao acusar “inimigos históricos do país”.

O combate de Chávez
O presidente venezuelano estava há 14 anos no poder e lutava contra um câncer na região pélvica desde junho de 2011, chegando a fazer quatro cirurgias em Cuba por esse motivo.

Em 2009 ele havia promovido um referendo que extinguiu a limitação do número de mandatos políticos e no ano passado venceu pela quarta vez para um mandato de seis anos, com 55% dos votos contra Henrique Capriles, líder da coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD), que clamava por novas eleições devido ao estado de saúde de Chávez, pois este não havia tomado posse ainda.

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