Minha mulher se chama Maurício estreia no Teatro Fernando Torres

Após dezesseis anos, os atores consagrados do teatro mineiro Maurício Canguçu e Ilvio Amaral retornam aos palcos no estilo que os consagrou: a comédia. A dupla apresentará seu mais novo espetáculo, com direção de Cininha de Paula: “Minha mulher se chama Maurício”.

A montagem tem uma equipe de peso nacional: Ilvio e Maurício dividem o palco com o mineiro Guilherme Oliveira, ator de várias comédias conhecidas do público, tais como Acredite, um espírito baixou em mim e Alfredo virou a Mão, e Cynthia Falabella, que já fez no teatro peças como A Serpente e Toc Toc, além de possuir diversas experiências na televisão e no cinema.

A comédia trata de uma situação hilariante e inusitada: Maurício Coelho (Maurício Canguçu) é membro de uma associação sem fins lucrativos que arrecada donativos aos menos favorecidos. Ao chegar à casa de Jorge (Ilvio Amaral) e Marion, ele se vê em uma situação inesperada. Após mais uma briga do casal, é solicitada a ajuda de Maurício. Ele é convidado a se passar por esposa de Jorge para resolver a questão do imbróglio que envolve marido, mulher e amante.

Acontece que o plano traçado pelos dois toma outro rumo. Eles perdem o controle da situação, após a chegada do marido da amante de Jorge, o truculento Roger (Guilherme Oliveira). Roger, movido pelo ciúme, vai ao apartamento pra resolver a questão, quando se depara com Maurício, já se passando por Marion. Roger se apaixona por aquela mulher esquisita e passa a assediá-la. Pronto! A confusão está formada.

Confira um pequeno bate-papo com o ator, Maurício Canguçu.

O Retrato – Depois do sucesso da peça Acredite, um espírito baixou em mim no Tatuapé, qual a expectativa para o novo espetáculo Minha mulher se chama Maurício, que está em cartaz no mesmo teatro?
Maurício Canguçu – A expectativa é a melhor possível. O Teatro Fernando Torres está muito bem localizado e possui uma infraestrutura muito boa. Então se você possui um espetáculo de qualidade, as possibilidades são positivas. Com a peça Acredite, um espírito baixou em mim, tivemos um público enorme e pretendemos voltar a ter com Minha mulher se chama Maurício, que estamos estreando na Capital, o que nos deixa ansiosos, mas muito confiantes.

Fizemos uma temporada em Belo Horizonte de 6 meses com grande sucesso de público e crítica. Se tirarmos por essa experiência em BH, mais o sucesso do nosso espetáculo anterior que tivemos na região, com certeza teremos um grande sucesso em São Paulo também.

As pessoas ficam enlouquecidas com essa comédia. É risada do início ao fim. É uma produção muito grandiosa, como o público gosta. Cenários enormes, muita troca de roupa, muito quiproquó… Tudo que uma boa comédia pede.

OR – Qual a receita para uma peça bem-sucedida?
MC – Cuidado com a produção e trabalho. Nós trabalhamos juntos há 30 anos e temos um imenso respeito pelo público que nos acompanha. Jamais colocamos um espetáculo em cena, sem ter a certeza de que estamos fazendo o melhor e com a melhor equipe. É o cuidado em devolver ao público o que ele nos oferece. Perseguimos um rigor artístico e técnico incansavelmente. E juntando tudo isso, um belo texto e uma equipe de primeira, que entenda do que está se propondo a fazer, o resultado só pode ser muito bom, acho que não tem mágica. O público não se engana. Ele percebe quando temos uma produção profissional em cena ou quando ele está sendo passado pra trás.

OR – Minha mulher se chama Maurício, texto inédito no Brasil, na opinião de vocês a responsabilidade dobra?
MC – Sim. Demais. Esse texto já foi montado em 52 países e agora chega ao Brasil. Ele está sendo transformado em um musical para Broadway neste ano. O autor Raffy Shart esteve em Belo Horizonte para assistir nossa montagem e ficou encantado com o que fizemos com o texto dele, segundo disse à imprensa local. Ele veio de Paris, especialmente para nos assistir, o que nos deixou muito felizes.

Essa história já virou filme nos EUA, agora um musical e ao mesmo tempo montado aqui no Brasil. O Raffy Shart está sendo apresentado ao Brasil por meio da nossa montagem. Ele quer que montemos novos textos dele, o que já é um sinal que ele realmente gostou do que viu em BH.

SERVIÇO:
Teatro Fernando Torres
Rua Padre Estêvão Pernet, 588 – Tatuapé – Tel.: 2227-1025
Até 7 de junho, de 6ª, às 21h30; sáb., às 21h e dom., às 19h.
Ingressos variam de R$ 50,00 a R$ 60,00.
Classificação: 12 anos.

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