Michelle de Jesus, diretamente do mundo da Fórmula Truck

Fascinada por carros. É assim que se pode definir Michelle de Jesus. Filha de empresário e proprietário de uma oficina mecânica, Michelle acabou tomando gosto pelo mundo automobilístico depois de uma experiência na área. “A oficina era administrada por mim e mais uma irmã. Meu pai nos ajudava nos momentos de “folga” do trabalho. Ele trabalhou 30 anos para o governo do Estado de São Paulo e continua na mesma área até hoje”, revela.

Hoje Michelle é apresentadora do programa Oficina Motor transmitido pelo canal Globosat junto com Henrique Koifman, jornalista especializado, e Lipe Paíga, jornalista fanático. Na atração, eles abordam sobre o universo do automóvel no Brasil e no mundo. Além disso, Michelle ainda é piloto da Fórmula Truck, pela equipe ABF Motorsport. Apesar de sua agenda corrida, a profissional conseguiu um tempinho em sua agenda para contar mais detalhes sobre sua grande paixão, os automóveis. Confira o bate-papo exclusivo!

O RETRATO – Quando percebeu sua paixão pelo mundo das quatro rodas?
MICHELLE DE JESUS - Logo que comecei a trabalhar na oficina, ainda na adolescência, e acabei gostando do contato que tive. Não era uma paixão de criança, mas comecei a ver as corridas de carros em 2004, passei a amar e acompanhar o automobilismo.

OR – Como era administrar uma oficina mecânica?
MICHELLE - Tenho paixão por consertar e arrumar um carro e meu maior prazer era entregá-lo ao proprietário como se fosse “0 km”! Além disso, também gostava de administrar e organizar a execução dos trabalhos junto aos mecânicos e, com o passar dos anos, aprendi a montar um time!

OR – Hoje você apresenta o programa Oficina Motor juntamente com dois jornalistas. Como surgiu o convite para integrar o time?
MICHELLE - O convite surgiu da produtora, localizada no Rio de Janeiro, que conhece e trabalha com alguns jornalistas especializados em automobilismo, como o Alexandre Kacelnik e o Claudio Stringari. Foi através de uma pesquisa com eles que a produtora Midmix decidiu que o programa teria uma pilota e que eu era a pessoa certa para tal função.

OR – Como é a sintonia entre o triomotor (você, o Henrique Koifman e o Lipe Paíga)?
MICHELLE - Acredito que esse é o grande diferencial do programa. Somos completamente diferentes e algumas vezes discordamos sobre alguns assuntos. Juntos, temos muita facilidade em desenvolver e falar sobre o carro escolhido do programa e com o passar do tempo a sintonia está ficando mais “fina”. Sinto que não temos mais atropelos e, a cada dia, aprendemos mais com o programa. O que mostramos no Oficina Motor é o que pensamos.

OR – Além de estilo, performance, história, cultura, manutenção e economia, vocês também testam três carros, de modelos iguais ou não, e cada um faz sua análise sobre o carro. Como isso acontece??
MICHELLE - A análise feita é pessoal. A proposta do programa não é ter um expert no assunto, até mesmo porque, o programa ficaria extremamente chato! A ideia é passar uma opinião de usuário, de quem é apaixonado por carros e dizer os pontos positivos e negativos que percebemos.

OR – Existe alguma reportagem que mais lhe marcou nesse tempo?
MICHELLE - Para mim, sempre o último carro que testei! A última viagem que fizemos e assim por diante… até o próximo carro, a próxima viagem…

OR – Vocês gravaram várias temporadas do programa, o que os fãs do programa Oficina Motor podem aguardar para este segundo semestre?
MICHELLE - Carros como Lamborghini Aventador, Audi R8 V10 Plus, Ferrari FF e outros que não posso revelar ainda!

OR – Trocando de assunto, diante do mercado nacional de veículos como você vê a qualidade destes modelos comparados com os importados?
MICHELLE - Melhorou muito de uns anos para cá, acredito que nosso problema não é mais a qualidade e sim o quanto pagamos por ela. Infelizmente, ainda pagamos muito caro por tecnologias quase descartáveis em outros países.

OR – No Brasil, ainda existe pouco incentivo para carros elétricos e híbridos. O que você acha que precisa ser feito para que esse mercado seja mais acessível a toda população?
MICHELLE - A nossa carga tributária é muito alta, mesmo com ditos “incentivos” os preços ainda continuam completamente fora do alcance popular. Com certeza, a solução está na diminuição dos impostos. Mas acho que isso ainda é um sonho distante.

OR – Agora falando sobre sua trajetória nas pistas, você já correu pelo Campeonato de Marcas e Pilotos, pelo Mercedes-Benz Grand Challenge e pelo Mitsubishi Lancer Cup. Como surgiu a oportunidade de participar da Fórmula Truck?
MICHELLE - Sou admiradora da Fórmula Truck há tempos! Acredito que me preparei para sentar no Truck, tendo em vista a dificuldade e total diferença que é pilotar um caminhão de corrida. É necessário um amadurecimento profissional, pois as dificuldades são muitas. Fui convidada pela presidente Neusa Navarro e, junto com a equipe, iniciamos um trabalho sólido e de muito aprendizado. E já começamos a colher os frutos, somando os primeiros pontos e começando a “incomodar” um pouquinho os pilotos mais veteranos da categoria.

OR – Você já dirigia caminhão antes da Truck?
MICHELLE - Não, a primeira vez que dei partida em um caminhão já foi em um de corrida e era o do Wellington Cirino, dentro da equipe da Mercedes-Benz, também a convite da presidente Neusa, que brincou e insistiu: “Vai, pode subir, dá partida!”, isso aconteceu em 2011. Confesso que na ocasião, meus olhos brilharam e o coração disparou (risos).

OR – Como é participar da categoria mais popular do continente?
MICHELLE - É uma honra, é gratificante e emocionante. Sabe quando seu coração aquece? Então, a Fórmula Truck é movida pela paixão, pelo amor, pelo público que lota as arquibancadas do Brasil e fora dele! Estou muito feliz e grata por fazer parte dessa família.

OR – O seu caminhão tem as cores azul e rosa, leva o número 33 e ainda tem o nome de Baby Truck. De onde surgiu esse apelido?
MICHELLE - O apelido foi dado por uma grande amiga, que quando viu a foto do “Trucão” disse: “Ele é tão lindo, vamos chamar de Baby Truck, nada de bruto ou trucão”. Achei engraçado, foi uma visão feminina e tão carinhosa, que em apenas uma corrida, todos passaram a reconhecer o Baby.

OR – O que espera para o campeonato Brasileiro da Fórmula Truck de 2014?
MICHELLE - Eu não esperava pontuar logo de cara, mas já consegui meus primeiros pontinhos. Confesso que o meu único objetivo este ano é terminar todas as provas, me manter o maior tempo possível na pista, aprender o máximo e ganhar bagagem para o ano que vem.

SERVIÇO:
Oficina Motor – Programa sobre carros
* Segunda Temporada: Segunda-feira, às 22h, no canal +Globosat (inédito)
Reprises: 2ª, às 5h. De 3ª a 6ª, às 22h e às 5h. Sáb., às 23h30 e às 6h30. Dom., às 19h e às 2h.
* Reapresentações da Primeira Temporada: De 2ª a 5ª, às 13h. 6ª, às 13h, 23h e 6h. Sáb., às 13h, 19h e 2h. Dom., às 13h, 18h e 1h.
Fórmula Truck
www.formulatruck.com.br

2 Responses to Michelle de Jesus, diretamente do mundo da Fórmula Truck

  1. Daniel Minczuk disse:

    Sou fã do programa acho dez os três apresentadores gosto da Michele por entender de carro e de gostar também.
    Gostaria muito de conhecer vocês pessoalmente sou apaixonado por carros desde a infância

  2. clovis sant ana disse:

    Assisto à todos os programas do Oficina motor. Você é uma mulher Maravilhosa.Beijos querida.

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