Mês de outubro deverá ‘devolver’ chuvas a São Paulo

BRUNO LEITÃO

Quando o assunto é a crise hídrica que, nos últimos meses, preocupa a população paulista, não temos escutado boas notícias. A situação é a mais crítica da história da região. O nível do Cantareira permanece em ‘queda livre’, a falta de chuvas preocupa, e o ‘volume morto’ parece ser a única solução até o momento, aliada à conscientização da população.

Pois é, mas segundo informação do portal Estado, o CPTEC (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais), afirmou que não existe nenhum elemento que indique dificuldades para que o período de chuvas da estação Sudeste se inicie, mais precisamente no local onde os rios e represas que constituem o Cantareira. E chuvas com maior frequência são aguardadas já na segunda quinzena de outubro, fato que segundo os próprios especialistas não garante que o nível do manancial irá subir, isso porque o tempo de secas vivenciado pelas represas fez com que o solo ficasse bastante ressecado e trincado, aumentando assim a dificuldade de o manancial começar a encher novamente, ao menos logo no início do período chuvoso.

Por enquanto, o Governo do Estado de São Paulo, que também segue otimista com as previsões, não considera a possibilidade de decretar de forma oficial o racionamento na Capital. Até aqui, o Governo continua com o bônus na fatura dos usuários de água que conseguem economizar 20 % ao final de cada mês, método já afirmado pela própria Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) como satisfatório desde o início do programa.

Mesmo com previsões até então positivas, vale lembrar que a Sabesp já solicitou uma nova captação do ‘volume morto’ junto à ANA (Agência Nacional de Águas) que, por sua vez, informou que só recorrerá ao procedimento em caso de emergência. Até o fechamento desta edição, o nível do Cantareira marcava 6,6 %.

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