Meditação: prática que acalma a mente

KELSANG MUDITA*

De manhã, ao nos arrumarmos para o trabalho, normalmente paramos em frente do espelho para ver se estamos bem arrumados, mas nunca paramos para ver se nossa mente está “bem arrumada”, não nos questionamos: ‘como está minha mente hoje?’ Na verdade, quase nunca pensamos nisso. Porém, a mente humana é que pode nos trazer a felicidade, pois apesar de condicionarmos nossas alegrias em algo que venha do “exterior”, nosso estado mental está diretamente relacionado com o nosso “interior”, com coisas que sentimos constantemente.

Geralmente quando as pessoas pensam em meditação, imaginam que o ato seja apenas ficar sentado sem fazer nada e dizem: ‘Ah não, isso não é para mim!’. Entretanto, o propósito da meditação é nos deixar mais calmos e com a cabeça bastante tranquila. É preciso ressaltar que quando uma pessoa inicia o processo de meditação, no começo terá a sensação de que sua mente se agita mais, mas isso se deve ao fato de estarmos nos observando, coisa que normalmente não fazemos.

Praticando a meditação, conseguimos controlar a nossa mente de modo que as coisas exteriores não tenham o poder de roubar nossa paz mental e nossa felicidade. Por exemplo, a raiva, tão comum em todos nós, é capaz de nos levar a atos de extrema maldade. Para controlá-la, contemplamos suas falhas e meditamos pensando nos benefícios da paciência e do amor, oponentes da raiva. Com tais métodos, gradativamente vamos unindo nossa mente com estados mentais virtuosos.

Vale a reflexão! Se cada vez mais as pessoas souberem controlar suas mentes, vontades por lutas, guerras, disputas e violência podem diminuir de forma considerável, além de criar uma maior possibilidade de um mundo em que o amor e a harmonia falem mais alto.

* Kelsang Mudita é professora residente do Centro de Meditação Kadampa Mahabodhi – www.meditadoresurbanos.org.br / facebook.com/meditadoresurbanos

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