Mais uma parada Sul-Americana

BRUNO LEITÃO

Foi um sufoco passar pelo Chile nas oitavas de final. É verdade que muitos imaginavam que o Brasil não teria vida fácil contra os chilenos, aliás, essa geração talvez seja a mais competente com Vidal, Vargas e Alexis Sanchez. Mas da maneira sofrida como aconteceu, não era imaginado. O Brasil mais uma vez ‘prometeu’ impor o ritmo de jogo e, também, mais uma vez, não vimos tal atitude em campo. Dificuldades no tempo normal, apreensão na prorrogação e muita tensão nas cobranças de pênalti. Júlio César e a trave do estádio do Mineirão contribuíram para o Brasil chegar às quartas de final.

O adversário agora será mais uma vez sul-americano: a Colômbia. A equipe comandada pelo argentino José Pekerman é a sensação da Copa até o momento. Os colombianos apresentam o melhor futebol, jogam com ginga, inclusive nas comemorações de gols. Ginga essa que James Rodríguez, principal nome colombiano da Copa e artilheiro da competição com cinco gols, tem de sobra. O atacante do Monaco da França, de apenas 22 anos (mesma idade de Neymar), encanta com a bola nos pés. Autor de golaços no Mundial, James é a grande esperança da Colômbia no duelo e principal preocupação para os jogadores brasileiros. Mas a equipe de Pekerman não é composta apenas pelo camisa 10. Cuadrado, Jackson Martinez e Juan Quintero ajudam essa seleção colombiana a brilhar nos gramados brasileiros.

Para Luiz Felipe Scolari, todas as qualidades do adversário parecem ter gerado uma certa preocupação. Durante a semana, o comandante fez algo que dificilmente estamos acostumados a ver, mesmo que tenha sido nos treinamentos da equipe, ‘escutou’ todas as sugestões da imprensa e testou o time com várias formações táticas distintas. Luiz Gustavo, suspenso por exceder o número de cartões amarelos permitidos pela FIFA, não vai atuar. Talvez tenha sido deste ponto que Felipão partiu para possíveis alterações no esquema tático, já que o volante vinha sendo uma das peças mais fundamentais nos jogos da Seleção Brasileira.

Na atividade Paulinho voltou à equipe e atuou da maneira que está acostumado, de segundo volante, fazendo com que Fernandinho assumisse a vaga então deixada por Luiz Gustavo. Outra mudança que Felipão testou foi a entrada do zagueiro Henrique para atuar à frente da zaga formada por Thiago Silva e David Luiz, função parecida com a que Edmílson exerceu na Copa de 2002, alternando entre terceiro zagueiro e primeiro volante. O ex-palmeirense substituiu o atacante Fred, deixando apenas Neymar e Hulk no ataque da Seleção, mudança que alteraria completamente o estilo de jogo brasileiro. Ainda em cima dessa formação, Felipão trocou Hulk por Ramires, deixando o camisa 10 isolado na frente. O craque brasileiro, inclusive, durante entrevista coletiva na última quarta-feira, afirmou que é possível adaptar-se em qualquer que seja a escolha tática de Felipão. A última mudança aconteceu na lateral direita: Maicon, melhor defensor que Daniel Alves, foi titular em uma parte do treino, colocando o jogador do Barcelona na equipe reserva.

James x Neymar e David Luiz, eleito o melhor jogador da Copa
Lionel Messi, Neymar, James Rodríguez, Arjen Robben e Thomas Muller. Com tantos craques no Mundial, qual deles seria o melhor da competição até aqui? Pois é, mesmo com golaços e jogadas geniais de alguns atacantes desta edição da Copa, o zagueiro David Luiz foi eleito o melhor jogador até as oitavas de final. A Castrol, fabricante de lubrificantes e patrocinadora da FIFA, apontou o brasileiro como o líder do ranking, à frente de James Rodríguez e Karim Benzema, segundo e terceiro colocados respectivamente. A votação leva em conta o número de passes corretos, desarmes importantes, gols, entre outros atributos.

Votação à parte, não há como fugir da expectativa e também da comparação de um duelo entre Brasil e Colômbia. Destaques de suas seleções, Neymar e James Rodríguez estão entre as sensações do duelo. O colombiano anotou cinco gols na Copa, e é o artilheiro no momento. Neymar aparece logo atrás, com quatro gols marcados. James é o destaque do Mundial, não apenas pelo número de gols marcados, mas também pela beleza dos tentos, sendo dois deles verdadeiras obras de arte. O último, diante da seleção uruguaia nas oitavas de final, o camisa 10 da Colômbia matou a bola no peito antes de mandar uma bomba ao gol, sem chances para Muslera. Já o gênio brasileiro foi decisivo na primeira partida da Copa contra a Croácia e também brilhou no triunfo sobre Camarões. Nas oitavas, frente aos chilenos, Neymar deteve a responsabilidade de cobrar o último pênalti da série de cinco, converter e sacramentar o Brasil à próxima fase, diante dos colombianos. Resta esperar que o camisa 10 do Brasil tenha mais sorte que James, porque sabemos do que Neymar é capaz.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

  face