Julia Lemmertz homenageia a mãe vivendo a última Helena de Manoel Carlos

Mesmo antes de ir ao ar muita expectativa foi criada em torno da última trama de Maneco, principalmente, por se tratar da última Helena, interpretada por Julia Lemmertz. Agora, sobrevivendo às críticas, a novela Em Família segue instigando a curiosidade dos espectadores que aguardam ansiosos pelo desenrolar da história. Enquanto isso não acontece, a protagonista da novela atendeu à equipe do jornal O Retrato com muita simpatia em um descontraído bate-papo, confira!

O RETRATO – Quando decidiu que seria atriz? Foi influência de seus pais?
JULIA LEMMERTZ - Fui criada nesse meio desde criança. Então era um ofício que eu conhecia, mas no primeiro momento quis fazer outra coisa. Prestei vestibular para veterinária e acabei indo para o teatro meio por acaso. No meio do vestibular me chamaram para fazer um teste para uma minissérie em São Paulo e quando vi já estava trabalhando com isso.

OR – O que representa para você fazer uma personagem que pela primeira vez foi interpretada por sua mãe?
JULIA - Mais do que homenagem é um grande trabalho, uma grande personagem e uma beleza de fazer. De qualquer forma, sempre sinto que estou homenageando um pouco minha mãe e meu pai através dos meus trabalhos. E não estou fazendo esse especialmente só por isso, quem está pensando na forma de fazer é o Maneco, só executo. Mas é claro que é muita sorte e muito emocionante, fico muito feliz de ter essa oportunidade em um momento bacana de vida, de maturidade.

OR – Esse é o seu primeiro papel como protagonista em uma novela. Que desafios está enfrentando?
JULIA - Já fui protagonista em cinema, teatro e seriados, então para mim a questão não passa por aí, passa por ser um trabalho muito importante e muito esperado: última novela e última Helena. Ficou todo mundo esperando como seria o papel e na verdade não crio muitas expectativas. Tenho que trabalhar, me dedicar e mergulhar nisso tentando não me distrair com esse tipo de pensamento.

OR – O que o público ainda pode esperar da Helena?
JULIA - É difícil de dizer porque, às vezes, o público espera uma coisa e acontece outra. Acho que eles podem esperar, não só da Helena, mas de todos os personagens, uma trama muito profun­da e delicada. Não estamos mais acostu­mados a ver uma novela com diálogo, cenas longas, com as pessoas falando o que sentem realmente, sendo ouvidas e abrindo o coração. Esses momentos fazem a novela ser diferente. Estamos em um mundo mais rápido, que as coisas são mais ágeis e essa trama tem outra levada de história e de relacionamentos familiares e amorosos. Quando você estuda os capítulos, encontra uma novela deliciosa de ler. Os personagens são ótimos, tem a Vanessa Gerbelli, que vive a Juliana e é incrível; a Giovanna (Antonelli); a história do irmão alcoólatra da Helena. E tem a Bruna (Marquezine) também, ela é uma querida! Nós já nos encontramos em outra novela, mas não fazíamos parte do mesmo núcleo. Conheço a Bruninha desde criança, ela teve um crescimento profundo, estou adorando fazer a novela com ela. Ela é muito fofa, ótima atriz e tem uma família incrível, que dá a maior assistência e não a deixa perder o foco das coisas. Enfim, a novela tem muitos personagens bacanas, não me sinto levando a novela nas costas porque não é isso, esse é um enredo de grandes personagens, cada um tem sua importância e a história não existe sem nenhum deles.

OR – Há mais alguma coisa que gostaria de falar sobre a novela?
JULIA - É o meu primeiro trabalho com o Maneco, o que é uma novidade, mas mais do que isso é o fato de ter um autor escrevendo para você. Isso é diferente, essa relação se torna mais íntima e mais profunda. E assim como o Maneco me dá coisas lindas para viver, quero devolver um trabalho lindo, dedicado e inspirado para ele. Por outro lado é a primeira vez que faço uma novela com o Jayme (Monjardim), nunca tinha trabalha­do com ele, nem com os outros diretores, Leonardo Nogueira e Teresa Lampreia. Também estou reencontrando amigos nessa novela, como a Ana Beatriz Nogueira, que é muito minha amiga; o Gabriel Braga Nunes, que já trabalhamos juntos e nos conhecemos desde criança porque os nossos pais eram amigos e trabalharam juntos; a Betty Gofman, que também é minha amiga; o Humberto (Martins) com quem já trabalhei algumas vezes; o Paulo José, que faz um papel lindo sobre o Parkinson, doença que ele tem e foi muito corajoso de querer falar sobre isso; a Natália do Vale, que era muito amiga da minha mãe, uma atriz adorável, que conheço há muito tempo desde que eu era adolescente… Então são parcerias bacanas, estamos com um elenco ótimo.

OR – Agora gostaríamos de falar um pouco da vida pessoal. Você e o Alexandre Borges são casados há 20 anos. Qual o segredo para um relacionamento duradouro?
JULIA - Vamos fazer 21… Olha não tem segredo, tem a vida, o dia a dia, casamento dá trabalho (risos). Tem que se dedicar, ter paciência, tolerância, essas coisas que a gente sabe. Nós passamos por momentos bons e não tão bons e vamos nos adequando, crescendo e mudando ao longo da vida… É um pouco disso e a vontade de estarmos juntos. Não existe passar uma crise, achar que está ruim e separar, é claro que é mais fácil separar do que continuar casado, mas nós escolhemos o caminho mais difícil, de trabalho e dedicação. E se não houver admiração, respeito e amor, não adianta, agora se tem você passa pelos momentos difíceis, pelas crises e vai vivendo.

OR – O que vocês gostam de fazer nas horas vagas?
JULIA - Costumamos ir ao cinema e ver os amigos no teatro. Agora não estou conseguindo fazer nada, pois no dia de folga tenho texto para decorar, então ficamos em casa mesmo (risos).

OR – Já possui projetos novos para o teatro?
JULIA - Não, não posso fazer mais nada (risos), não dá, tenho que ficar concentrada nisso.

SERVIÇO:
Em Família, de 2ª a sáb., a partir das 21h na TV Globo
gshow.globo.com

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