Itu, a terra do exagero

HUMBERTO ALIPERTI*

A cidade de Itu, localizada no interior de São Paulo, é formada principalmente por descendentes de imigrantes portugueses, italianos, japoneses, e migrantes de outras regiões do Brasil, em especial do Nordeste, além da forte presença de migrantes do Paraná.

Ela já foi a cidade mais rica do Estado e ficou conhecida por ter sido residência de muitos “barões do café” e autoridades importantes do País, além de ter importância no processo que conduziu à proclamação da República do Brasil em 1889.

O município, que em 2010 completou 400 anos, também é famoso por ter tudo em tamanho exagerado, fama inaugurada pelo comediante Francisco Flaviano de Almeida, o famoso Simplício.

Atrativos
Umas das maiores fontes da economia da cidade é o turismo que oferece muita cultura, como museus, parques com pedras da era glacial, praças com fontes que dançam, jardineira com guia turístico, entre outra atrações, além de diversos restaurantes temáticos. Considerada a “terra do exagero”, as fotos de recordação tornam-se lembranças mostrando os artefatos gigantescos que compõem a estância.

História
O marco da fundação da cidade de Itu foi a construção, em 1610, de uma capela devotada a Nossa Senhora da Candelária, no lugar em que hoje fica a Igreja do Bom Jesus. Esta capela foi construída pelo bandeirante Domingos Fernandes e seu genro, Cristóvão Diniz. Adotou-se o dia 2 de fevereiro como data de aniversário de Itu, por coincidir com o dia de Nossa Senhora da Candelária. O povoado se formou em torno desta capela.

Os portugueses estabeleceram-se na região em 1610, sendo que a freguesia foi criada em 1653. No ano de 1653, foi elevada a Freguesia de Santana do Parnaíba. Em 1657, subiu à categoria de vila, com direito a possuir uma câmara municipal, iniciando-se, assim, a construção de um novo templo. Durante quase 100 anos (de 1657 a 1750), a Vila de Itu não passou de um pequeno núcleo, com menos de 100 casas, concentradas no pátio da antiga Matriz e numa única rua que ia do pátio até a capelinha do primeiro povoado. Uma boa parte das casas, as do pátio, sobretudo, pertencia a fazendeiros. Quando aumentou a escravatura e a produção das fazendas, seus donos ajudaram a erguer dois conventos na Vila, o de São Francisco (1692) e o do Carmo (1719). Os comerciantes ergueram, em 1726, uma capela, num lugar ainda descampado, a de Santa Rita, inaugurada em 1728. Em 1760, já existiam cerca de 105 casas e mais uma rua, chamada da Palma (atual Rua dos Andradas). Nessa época, Itu se firma como entreposto de comércio na rota entre o sul do País e as regiões mineradoras de Mato Grosso e Goiás. Na vila, a maioria das casas era pequena e habitada por gente que pouco ou nada possuía.

Alguns anos depois, em 1776, com o crescimento das lavouras da cana de açúcar e do algodão, a Vila cresceu, contando com 180 casas, tendo ainda as mesmas ruas de antes. Quem deu vida à localidade foram os artesãos (sapateiros, ferreiros, carpinteiros, tecelões, costureiras e fiandeiras), os quais ocupavam 119 casas. Os comerciantes interessados na venda de tecido, colchas e cobertores para outras regiões, promoveram o cultivo de algodão, e a produção caseira de tecidos. A partir de 1777, a Vila de Itu cresceu em função dos negócios de exportação de açúcar para a Europa.

De 1785 a 1792, foram abertas as ruas que descem paralelas, pelas encostas do espigão, e seus prolongamentos pelo lado da Igreja do Patrocínio, inaugurada em 1819. Em 1811, foi criada a Comarca de Itu. Pela Lei Provincial de 5 de fevereiro de 1842, a Vila de Itu foi elevada a cidade. Nessa ocasião, possuía cerca de 800 casas. Em 1822, recebeu o título de Fidelíssima do imperador Dom Pedro I por sua posição a favor da independência. Em 1842, foi elevada à categoria de Cidade. Durante anos, Itu foi considerado o município mais rico da Província de São Paulo, com importante participação na vida política e econômica.

Em 1860, ocorreu uma grande crise no mercado internacional do açúcar. O plantio da cana entrou em decadência, causando, com o tempo, um conflito entre os políticos e os fazendeiros ituanos e o Governo Imperial. Cresceu em Itu o Movimento Republicano que resultou, em 1873, na realização da Primeira Convenção Republicana do País. Início da propaganda republicana, com a criação do Partido Republicano Paulista. Por isso mesmo, Itu é chamada de “Berço da República”.

O açúcar foi sendo gradativamente substituído pelo café. Com o aumento da produção cafeeira, os fazendeiros buscaram, na Europa, a vinda de imigrantes para substituir a mão de obra escrava. O tráfico havia sido proibido em 1850 e a escravatura, abolida em 1888. Com a ajuda do governo republicano, proclamado em 1889, vieram para Itu milhares de imigrantes, a maioria italianos. A cidade possuía, nesta época, cerca de 1800 casas. Em 1918, instalou-se na cidade, no prédio do antigo Colégio São Luiz, um quartel do Exército Brasileiro. Hoje denominado 2º Grupo de Artilharia de Campanha Leve, a unidade militar ostenta o nome histórico de Regimento Deodoro, em homenagem ao Marechal Deodoro da Fonseca, proclamador da República.

Fonte:
Prefeitura da Estância Turística de Itu

Pontos turísticos:
· Museu da Energia
· Museu Republicano
· Museu das Armas
· Casa do Barão e Casa Imperial
· Praça Padre Miguel
· Praça do Exagero
· Parque do Varvito
· Fazenda do Chocolate
· Cidade da Criança
· Passeio Paulistinha de Itu

Como chegar:
São Paulo 102 Km – 1h15 pela Rodovia Castelo Branco / 1h20 pela Rodovia dos Bandeirantes

* Humberto Aliperti é colunista e mantenedor do site Moto Tour Viagem; presidente do Moto Clube Esquadrão Selvagem; Conselho Diretor da Associação Comercial Distrital Mooca e Membro da Associação Paulista de Imprensa.

O projeto Moto Tour Viagem tem como objetivo atingir o maior número de leitores que gostam de viajar, conhecer novos lugares, passear e apreciar a boa gastronomia.

Visite: www.mototourviagem.com

Apoio e agradecimentos:
· TV Geração Z
www.tvgeracaoz.com.br
· Secretaria de Turismo de Itu
www.itu.sp.gov.br/turismo
· Paulistinha de Itu – Passeios Turísticos
Facebook/paulistinha de itu
· Associação Paulista de Imprensa (API)
www.api.org.br

Filé à Parmegiana

(Para acompanhar, prepare batatas fritas bem douradas e arroz branco)

Rendimento: 5 porções

Ingredientes:
· 10 bifes de filé mignon
· Farinha de trigo
· 3 ovos
· 1 pitada de sal
· Farinha de rosca
· Extrato de tomate
· 1 pitadinha de açúcar
· 12 fatias de muçarela

Modo de preparo:
Corte o filé em bifes, mas não muito finos, e tempere-os a gosto. Passe os bifes na farinha de trigo. Bata ligeiramente os ovos (dois ou mais) com uma pitadinha de sal, passe os bifes nessa mistura. Por último, passe-os na farinha de rosca. Faça com que a massa fique bem aderida aos bifes. Frite-os, deixe descansar em papel-toalha para que sequem bem. Reserve-os em um refratário. Faça o molho com extrato de tomate, uma pitadinha de açúcar e coloque-o sobre os filés. Cubra-os com as fatias de muçarela e coloque no forno por aproximadamente 10 minutos.

SERVIÇO:
Bar e Restaurante Colombo – Famiglia Di Bernardi
Praça Ângelo Bernardi, 6 – Centro – Itu
Tels.: (11) 4022-4629 / 4023-5967

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