Investir – como, quando, onde e por quê?

REINALDO DOMINGOS*

“Em que tipo de aplicação eu devo investir?” Essa pergunta é uma das mais frequentes por onde quer que eu passe. Sempre falo que não existe uma resposta exata e reforço que mais do que responder esta questão se deve perguntar por que se vai investir, isto é, quais os objetivos que dará para o dinheiro e como se montar uma estratégia para que se poupe dinheiro para esse investimento.

O grande erro que observo hoje é a ideia de poupar por poupar. O dinheiro sem finalidade, na maior parte das vezes, é dinheiro perdido. Assim, uma reflexão sobre o papel do investimento é imprescindível. Posterior a essa resposta, chegamos, finalmente, a outra questão: onde investir?

No mercado financeiro, existem diversas opções de aplicação em ativos financeiros com riscos diferentes, variando de aplicações de baixo risco – como, por exemplo, a caderneta de poupança – até investimentos de alto risco, como a aquisição de ações na Bolsa de Valores. Procure sempre um especialista ou um educador financeiro para orientá-lo nas decisões de aplicação da poupança, visando mantê-la de forma segura e rentável. Contudo, para auxiliar nessa escolha, preparei algumas orientações sobre o tema, reforçando que sempre se deve poupar e investir com o sonho ou objetivo atrelado:

- Como e quando o capital poupado será aplicado? É preciso definir como e quando o capital poupado será utilizado no futuro. Esta decisão será importante na escolha do tipo de aplicação em ativos financeiros para proteger a poupança. Para tanto, siga as orientações apresentadas para a preparação do plano de investimentos.

- Por quanto tempo a poupança deverá ser aplicada? Além de elaborar o plano de aplicação da poupança, é necessário definir o momento (data) do resgate de cada ativo financeiro escolhido, em conformidade com o cronograma de aplicação dos recursos poupados, para serem investidos no alcance dos objetivos desejados para o negócio. A determinação do período de tempo de cada aplicação é importante no momento da escolha dos ativos financeiros. Quanto maior for esse período, normalmente, maior será a rentabilidade e menor a incidência de tributos.

- Qual risco da aplicação? De forma geral, o risco de uma aplicação financeira é diretamente proporcional à rentabilidade desejada pelo empreendedor, ou seja, quanto maior o retorno estimado pelo tipo de aplicação escolhida, maior será o risco. O risco da aplicação significa que o empreendedor poderá não conseguir o retorno prometido ou mesmo perder uma parcela do montante aplicado. Para tanto, é importante conhecer muito bem os atributos de cada aplicação, tais como o nível de risco, retorno, o tempo de aplicação, os tributos e outras despesas que serão cobradas, como, por exemplo, a taxa de administração exigida por fundos de investimentos, tendo em vista que poderão comprometer a rentabilidade dos investimentos. É bom lembrar sempre que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

A partir das respostas acima, se torna mais simples a decisão de onde investir. Sendo que sempre há ótimas opções de investimento. A seguir, apresento as principais alternativas de investimento: Fundos Referenciados DI, Fundos de curto prazo, Fundo de Investimento, Caderneta de Poupança, CDB – Certificado de Depósito Bancário e RDB – Recibos de Depósito Bancário, Títulos públicos, Ações e Letras de Crédito Imobiliário (LCI).

Todas essas linhas de investimentos possuem seus pontos negativos e positivos que dependerão da situação e objetivo do investidor. Mas o melhor caminho para quem decide mudar de vida para se tornar um poupador é buscar educação financeira antes de investir.

* Reinaldo Domingos é presidente da Associação Brasileira de Educação Financeira, da DSOP Educação Financeira e autor de diversos livros sobre o tema.

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