Ingressos à venda para a etapa de Interlagos

Considerada a maior categoria automobilística do continente sul-americano em relação a público, a Fórmula Truck realiza no dia 18 de maio, domingo, às 14h, a terceira temporada do Campeonato Brasileiro e a segunda do Sul-Americano de 2014. O evento marca a 17ª apresentação da categoria no Autódromo José Carlos Pace, Interlagos, na Capital.

E para quem gosta de assistir uma disputa de velocidade bem de perto, os ingressos de arquibancada para os três dias (16 e 17 – treinos e 18 – corrida) variam de R$ 35 a R$ 50 e vêm acompanhados de um boné oficial da Truck. Há ainda credenciais Laranjinhas para os três dias por R$ 180 e credenciais VIP com direito à visita aos boxes e buffet completo no domingo por R$ 730. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site www.lojaformulatruck.com.br/loja ou nos postos da Petrobras. Confira a relação de postos da zona Leste:

* A.P. Oiti – Av. Regente Feijó, 1188 – Água Rasa – Tel.: 2966-7947
* A. P. Qualitá
– Rua Sarapui, 277 – Mooca – Tel.: 3596-4104
* Auto Posto NR
– Av. Prof. Luiz Ignácio de Anhaia Mello, 1501 – Vila Prudente – Tel.: 2069-0275
* Gabriella Gas. Station
– R. Cirene Jorge Ribeiro, 800 – Penha – Tel.: 2682-7500

Representante nas pistas
Patrocinado pelo jornal O Retrato, revista Em Dia e L&L Veículos, o piloto paulista Luiz Lopes estreou na Fórmula Truck em 2011, pilotando um dos caminhões Scania da Ticket Car Corinthians Motorsport. Tendo o sexto lugar na etapa em Londrina (PR) como melhor resultado.

Em 2012, com o Mercedes-Benz da ABF Racing Team, alcançou o pódio pela primeira vez com o quarto lugar em Córdoba, na Argentina.

O primeiro ano como piloto e chefe de equipe da Lucar Motorsports, 2013, foi o mais difícil para Lopes, que marcou pontos em apenas duas etapas e teve o nono lugar em Córdoba como resultado mais expressivo. Atualmente, o piloto se encontra na 14ª posição no Campeonato Brasileiro e 15ª no Sul-Americano da temporada 2014.

A história da Fórmula Truck
Filho de caminhoneiro, Aurélio Batista Félix, santista, nascido em 24 de abril de 1958, ficava fascinado ao ouvir histórias das viagens de seu pai, Reinaldo Batista Félix, e desde pequeno tinha muito contato com caminhões.

Aos 9 anos de idade Aurélio começou a manobrar caminhões e, aos 11, já guiava automóveis pela rua. Pouco depois, aos 16, ficou conhecido no bairro por fazer algumas das manobras que mais tarde fariam parte de seus shows nas provas da F-Truck com uma Kombi.

Foi naquela mesma época que ele começou a guiar caminhões nas estradas e quando não havia risco de fiscalização da polícia rodoviária até arriscava viagens de pequenos trajetos. Mas o trabalho como caminhoneiro começou mesmo aos 17 anos.

Com o pai adoentado, ele assumiu a boleia e passou a fazer o transporte de motores Ford do modelo Maverick para o porto de São Sebastião.

Em 1987, Aurélio participou da I Copa Brasil de Caminhões, idealizada pelo jornalista português Francisco Santos, no autódromo de Cascavel, no Paraná. Entretanto a primeira prova de caminhões realizada no Brasil não foi uma boa semente para a competição de caminhões no País. A morte do jornalista adiou a empreitada de Aurélio Batista Félix.

Daquela data em diante começou um trabalho direcionado à ideia da construção de uma categoria de caminhões mais sólida e com segurança. Foi criada a Racing Truck, em 1993, funcionando na mesma sede da Transportadora ABF, em Santos. Paralelamente a atividade de sua empresa de transporte, Aurélio investia em seu grande sonho.

Aos poucos, o filho de caminhoneiro e já vice-presidente do Sindicato dos Motoristas Autônomos da Baixada Santista foi preparando alguns caminhões que tirava da sua própria frota e transformava-os em caminhões de corrida. O trabalho na transformação do caminhão, preparação do motor, suspensão, criação de novas peças e principalmente os equipamentos de segurança, exigiu incansáveis pesquisas e reuniões do pequeno grupo comandado por Aurélio.

Diante da experiência adquirida no sindicato dos motoristas, onde chegou à presidência, ele criou a ANPPC (Associação Nacional de Proprietários e Pilotos de Caminhão) e passou a trabalhar detalhadamente em um regulamento técnico com a preocupação de colocar modelos e marcas diferentes em nível de igualdade dentro da pista.

Em 1994, Aurélio fez uma apresentação oficial em Interlagos e mostrou a Fórmula Truck para empresários, autoridades esportivas e imprensa.

No ano seguinte, conseguiu com uma liminar na justiça voltar às pistas para uma série de provas-exibição, uma forma de ficar fora da alçada da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo), que havia proibido as provas de caminhões depois do acidente de 1987. O público já passava de 15 mil pessoas e a CBA começou a estudar a homologação do evento automobilístico que já impressionava por levar um público tão grande aos autódromos.

O reconhecimento do trabalho de Aurélio Batista Félix veio com a homologação da categoria, para a criação definitiva do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck em 1996. Entre várias aprovações, os equipamentos de segurança desenhados (santo-antônio) por Aurélio e produzidos na própria sede da Fórmula Truck foram reconhecidos pela entidade máxima do automobilismo brasileiro como sendo superiores aos utilizados na Europa.

Na primeira prova do ano de 2008, no dia 2 de março em Guaporé, RS, Aurélio se sentiu mal logo depois do final da corrida. Já com um histórico com problemas cardíacos ele teve que ser socorrido no próprio autódromo e logo depois transferido para o hospital. Após uma cirurgia bem-sucedida, Aurélio estava para ter alta quando novamente se sentiu mal, três dias depois da cirurgia. Levado para a mesa de operação, foi constatada uma hemorragia estomacal de grandes proporções, o que ocasionou o óbito. Aurélio tinha 49 anos de idade quando faleceu. Era casado com Neusa e deixou três filhos: Danielle, Gabrielle e Aurélio Junior.

Após a comoção de todo o meio automobilístico, a Fórmula Truck terminou o ano de 2008 com grandes índices de audiência e público. Nas mãos dos coordenadores que aprenderam com Aurélio e na direção da nova presidente da categoria, a viúva Neusa Navarro Félix, a temporada foi recorde de público em todas as etapas do ano passado.

Em 2009, sob o comando de Neusa Navarro Félix, a Fórmula Truck fez uma bela temporada. O sonho do idealizador Aurélio virou realidade da forma mais bonita possível, bem como ele próprio gostaria. A Fórmula Truck fez sua primeira prova fora das fronteiras do Brasil levando ao Autódromo Juan Y Oscar Galvez o recorde de público com mais de 70 mil pessoas aplaudindo o show da categoria brasileira de caminhões.

Em 2014, a Fórmula Truck iniciou a temporada com uma nova mudança, o fim do uso do catalizador. O componente, que mudou a história da Fórmula Truck nos dez últimos anos, foi abolido pelo regulamento técnico em atenção ao pedido feito pela maioria das equipes com um propósito comum, a redução do risco de quebra dos motores dos caminhões.

Fonte:
Fórmula Truck

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *