Indústria de blocos tem capacidade para produzir 83 mil casas por mês

Os dados da pesquisa sobre a capacidade instalada de produção de blocos de concreto pelas indústrias brasileiras desse setor, realizada em março pela BlocoBrasil – Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto -, mostram que os fabricantes têm capacidade de produzir cerca de 100 milhões de blocos de concreto por mês. Esse volume de produção permitiria às construtoras e à autoconstrução erguerem 83.333 unidades habitacionais de 50m², tamanho médio de habitações populares atualmente. “Essa é uma capacidade instalada de produção formidável, lembrando que, desde seu lançamento em 2009 até hoje, o programa Minha Casa, Minha Vida construiu cerca de 800 mil unidades no total, além das mais de 1,7 milhão de unidades contratadas”, exemplifica Marcelo Kaiuca, presidente da BlocoBrasil.

Essas indústrias têm atualmente também a capacidade de produzir quase 2,7 milhões de metros quadrados de pisos intertravados de concreto, segmento que vem se expandindo ano a ano, com o crescimento do uso desse tipo de pavimento em calçadas, ruas, parques, estacionamentos, portos, entre diversas outras aplicações.

A pesquisa foi desenvolvida em quatro regiões brasileiras (Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul), com as 150 maiores indústrias do País. Esses fabricantes produzem blocos de concreto em conformidade com as normas brasileiras da ABNT e mostram um crescimento da capacidade produtiva em torno de 40% em relação à mesma pesquisa realizada em 2010.

Esta é uma boa notícia para os compradores de blocos de concreto, pois esses números representam uma garantia firme de que não faltará esse insumo fundamental, especialmente aos programas habitacionais e ao mercado imobiliário brasileiro, os principais segmentos compradores de blocos e pisos intertravados de concreto”, avalia Kaiuca. Por outro lado, alerta ele, esses números também são preocupantes, por evidenciarem o fato de que a oferta de blocos no Brasil está começando a ficar acima da demanda: o Rio de Janeiro, por exemplo, teve sua capacidade produtiva multiplicada por três nos últimos três anos, passando de cerca de 6 milhões de blocos/mês para 21 milhões de blocos/mês de capacidade total, hoje. “Isto traz riscos para a sustentabilidade econômico-financeira das empresas que entraram nesse mercado ou ampliaram significativamente sua capacidade instalada”, observa Kaiuca.

SERVIÇO:
BlocoBrasil-Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto – www.blocobrasil.com.br

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