Hipertensão atinge 6% das crianças e jovens brasileiros

Segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Cardiologia, 6% das crianças e adolescentes brasileiros já podem ser considerados hipertensos (em adultos, esta incidência é de 30%). “Nestes jovens e crianças, o fator genético é potencializado, na maioria dos casos, pela combinação perversa entre obesidade e sedentarismo – dois fatores que podem ser plenamente controlados por meio do esforço conjunto da família e da sociedade“, diz o cardiologista Luiz Bortolotto, diretor da Unidade Clínica de Hipertensão do Incor. Os médicos desta instituição estão especialmente preocupados com a alta incidência desta doença em pessoas que sequer chegaram à vida adulta. No dia 26, sexta-feira, das 9h às 17h, o Incor fará a Campanha de Prevenção da Hipertensão com diagnóstico da doença em pais e seus filhos maiores de 14 anos, seguido de orientação de como se alimentar de forma saudável e dicas simples para combater o sedentarismo no dia a dia.

A julgar pelas estatísticas oficiais sobre a obesidade no País, o quadro da incidência de hipertensão e de outros riscos cardiovasculares em crianças e adolescentes só tende a piorar, caso nada seja feito. De acordo com dados do IBGE, uma em cada três crianças e dois em cada dez adolescentes estão acima do peso. Crianças obesas têm até 8 vezes mais chances de desenvolver hipertensão. A maioria delas corre o risco de passar pela adolescência e chegar à idade adulta ainda obesa (somente uma em cinco crianças acima do peso conseguirão emagrecer quando adultas), hipertensa e sem um diagnóstico adequado da doença.

O resultado dessa situação pode ser medido em números. Cerca de 300 mil pessoas morrem por ano no Brasil por doença cardiovascular (uma morte a cada 2 minutos), enquanto milhares de outras vivem sob risco de morte súbita ou têm sua qualidade de vida comprometida pela evolução de problemas como derrame cerebral, infarto e insuficiências cardíaca e renal.

Médicos não têm costume de medir a pressão de paciente
A prevenção é a maneira mais segura de combater a hipertensão, defende o cardiologista do Incor. No caso de crianças e adolescentes, o quadro da doença pode ser totalmente revertido, contanto que o diagnóstico e o tratamento adequados sejam feitos a tempo, esclarece o médico.

Tal tipo de ação torna-se ainda mais relevante quando se sabe que em apenas 29% das consultas médicas no Brasil se faz a medição da pressão arterial do paciente. “Isso torna o quadro ainda mais dramático porque, se esse baixo percentual ocorre com adultos, de quem se espera a doença, imagina nas consultas com crianças e adolescentes”, diz Bortolotto.

Orientação para a família
Para sensibilizar ainda mais pais e filhos sobre a importância da mudança de hábitos da família, o Incor trará sua equipe multiprofissional para a Campanha. Além da medição da pressão arterial e da conversa com os especialistas do Incor, os pais e os adolescentes levarão para casa orientações preciosas e fáceis de serem implantadas no dia-a-dia, reunidas no livro Como cuidar do seu coração. A obra traz orientações práticas de médicos, nutricionistas, psicólogos e professores de Educação Física do Incor.

SERVIÇO:
Campanha Prevenção da Hipertensão – Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP – Avenida Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 44 – Cerqueira César

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