Estreia nos cinemas a comédia “Odeio o Dia dos Namorados”

No dia 07, sexta-feira, chega às telonas Odeio o Dia dos Namorados. A comédia é mais uma parceria do roteirista Paulo Cursino, autor de histórias de sucesso como os dois De Pernas pro Ar e Até Que a Sorte Nos Separe, e o diretor Roberto Santucci.

Cursino, que sempre escreve seus personagens pensando nos futuros intérpretes, criou Débora Ferrão especialmente para Heloísa Périssé. Na trama, a ambiciosa publicitária em início de carreira abandona o namorado, Heitor (Daniel Boaventura), para se dedicar à sua vida profissional.

Em pleno Dia dos Namorados, Débora é pega de surpresa com o pedido de casamento de Heitor, mas, além de recusar, termina o relacionamento para trabalhar numa agência no Japão. Quinze anos depois, Débora é uma profissional bem-sucedida, responsável por uma importante conta da agência em que trabalha. O que ela não poderia imaginar é que Heitor é o diretor de marketing da empresa cuja conta a agência disputa. Após o inesperado encontro, um acidente leva Débora a rever toda a sua existência. Com a ajuda do fantasma de seu amigo Gilberto (Marcelo Saback), ela volta ao passado, vê como é realmente o seu presente e visita seu futuro, para voltar a dar valor às coisas essenciais de sua vida. Tudo com muito humor e um elenco que conta ainda com as participações de André Mattos, Danielle Winits, Fernando Caruso, Daniele Valente, Júlia Rabello e MV Bill. Confira nas próximas linhas algumas palavras do roteirista!

O RETRATO – Como surgiu a ideia do filme?
PAULO CURSINO – Na verdade, a proposta veio da própria produtora, a Mayra Lucas. Ela queria fazer uma comédia romântica inspirada no Conto de Natal, do Charles Dickens, e logo vi a possibilidade de fazer algo muito divertido a partir disso. O roteiro trabalha com realidades paralelas e a possibilidade de corrigir os próprios erros.

OR – Acredita que a vontade de reescrever a própria história é um tema que permeia a imaginação humana?
PAULO – Sim, com certeza. O filme brinca muito com isso. Mudar a gente não consegue mesmo, o filme fala disso, mas temos o poder de mudar o futuro, depende do que fizermos agora, no presente. Acho que a trama traz uma reflexão muito boa para o público.

OR – O filme aborda um dilema feminino que se torna cada vez mais forte: como conciliar a vida pessoal com a profissional? Esse é um tema que você percebe ser uma constante entre as preocupações das mulheres?
PAULO – Eu recebo muito retorno do público falando da questão feminina, mas tem muitos homens que se identificam com essas mulheres. É impressionante! Um amigo meu chegou a comentar que o De Pernas Pro Ar 2 serviu para ele, que já estava quase tendo um “piripaque” de tanto trabalhar. Achei isso incrível, um homem se identificando com a vida de uma mulher. Antigamente, os filmes eram muito focados em personagens masculinos e as mulheres se identificavam com eles. Hoje não, são os homens que se identificam com a vida dessas personagens femininas.

OR – Como parte da ação se passa na adolescência da protagonista, o filme é recheado de referências aos anos 80. Como foi revisitar esse período?
PAULO – Para mim foi delicioso, sou da geração anos 80. A minha adolescência se deu toda nessa época, então para mim foi sensacional revisitar, lembrar de músicas, roupas, tudo. Podia ser brega ou exagerado, mas é o marco da juventude de muita gente. As pessoas sempre têm a impressão de que o mundo era melhor no passado, essa nostalgia sempre existiu. Acho que em 2025 as pessoas vão fazer filmes sobre os anos 90 ou sobre o início do século 21.

OR – Você e o Roberto Santucci são responsáveis pelos filmes campeões de bilheteria de 2011, 2012 e, até então, de 2013 também. Como é trabalhar com ele?
PAULO – Começamos como conhecidos, fizemos um trabalho muito rápido com o Júlio Uchoa, um roteiro policial de um filme que acabou não acontecendo. Anos depois nos reencontramos, no projeto que seria o De Pernas Pro Ar, e depois acabamos fazendo outros filmes e acabamos virando amigos. Hoje temos mais do que uma parceria, é uma amizade, realmente. Ouço muito o que o Santucci fala e ele também me ouve muito.

Informações:
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 97 min.
Distribuidora: Walt Disney
Classificação: 14 anos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *