Especialista alerta sobre inadimplência em condomínios

Pelo valor da multa ser considerado baixo, a taxa condominial muitas vezes deixa de ser paga por quem se encontra em dificuldade financeira, mas as implicações podem ser graves para todos os moradores. Segundo dados do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi SP), em julho a quantidade de ações de cobrança registradas em fóruns da capital paulista por falta de pagamento de condomínios aumentou 28,19%.

Gastos excessivos e má administração têm resultado em taxas condominiais altíssimas, às vezes mais caras que a prestação do próprio imóvel e, em momentos de dificuldade financeira, muitos moradores preferem pagar outras contas, já que a multa por atraso é considerada relativamente baixa, apenas 2%. “No entanto, as consequências deste tipo de dívida podem ser graves e afetar todos os moradores do condomínio, inclusive aqueles que estão em dia com seus deveres. Por este motivo, é importante que todos se unam para diminuir a inadimplência”, alerta José Roberto Iampolsky, diretor da Paris Condomínios.

As consequências

De acordo com o especialista, no primeiro mês de atraso, o condômino recebe uma carta de cobrança da administradora. Caso ele não salde a dívida, o próximo passo é ser incluído no balancete como inadimplente. “Alguns conjuntos residenciais chegam a proibir o morador em débito de utilizar equipamentos de lazer, como churrasqueira e piscina, o que não é legal”, adverte Iampolsky.

Se o morador permanecer inadimplente por três meses, o condomínio pode incluir seu nome em órgãos de proteção ao crédito e, não havendo negociação, o próximo passo é a ação judicial. “Neste caso, os valores em aberto e os que vencerem até a data do pagamento final entram na conta e serão acrescidos multas, juros, atualização monetária, custas judiciais e honorários do advogado, que serão fixados pelo juiz entre 10% e 20% sobre o montante”, esclarece o diretor.

Para Iampolsky, esta situação é a pior para todos, pois a ação judicial costuma se arrastar por anos e o condomínio permanece sem receber a taxa do devedor, que continua a gerar despesas que são rateadas e pagas pelos demais moradores, elevando o valor por unidade. Se o condômino não tiver condições de pagar a dívida, o juiz pode penhorar o imóvel mesmo que seja um bem de família. Uma vez penhorado, o imóvel vai a leilão, processo que inclui mais custos. “Depois que o imóvel for arrematado, o condomínio extrairá do valor arrecadado a quantia do débito ao qual tem direito, bem como outros credores, como prefeituras. O dono do imóvel terá direito a receber apenas o valor que sobrar”, elucida Iampolsky.

Prevenção

Muitos moradores não conhecem as consequências da falta de pagamento da taxa condominial, principalmente aqueles que estão residindo pela primeira vez em conjuntos residenciais. Por isso, é indicado que os síndicos promovam ações informativas e de conscientização. “É importante que todos trabalhem para reduzir as despesas do condomínio e, assim, a taxa mensal. Temos visto muito desperdício de água, energia e gastos excessivos com mão de obra. Se houver mais economia, o sonho de morar em condomínio não se tornará um pesadelo”, finaliza Iampolsky.

Serviço:
Paris Condomínios – www.admparis.com.br

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *