Em ‘queda livre’, Cantareira aguarda nova cota do ‘volume morto’

BRUNO LEITÃO

No último dia 16, terça-feira, completaram exatos 4 meses da adição das águas do chamado ‘volume morto’ ao Sistema Cantareira que, na atualidade, enfrenta a maior crise hídrica da história de São Paulo. E aqui estamos, com a situação ainda rumando ao caos. Se na semana passada, a chuva que caiu na região do manancial serviu para, quem sabe, animar alguns, já que o nível se manteve ‘paralisado’ por 2 dias, agora, desanima geral.

As chuvas, ou melhor, a falta delas continua preocupando especialistas, e o Cantareira, ‘ladeira abaixo’. Naquele 05 de maio, quando o Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, acionou as bombas que iniciaram a captação da reserva técnica ao manancial, o nível do sistema marcava 8,2%. Ou seja, voltamos ao mesmo cenário, com um diferencial, negativo, quase 182 dos 400 bilhões de litros de água existentes no ‘volume morto’ já foram utilizados (cerca de 120 bilhões) e chuva que é bom, nada.

Até o fechamento desta edição, o Sistema Cantareira mostrava 8,6% de sua capacidade. Ainda sem uma data marcada, mas já autorizada pela Agência Nacional de Águas (ANA), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo já se prepara para iniciar mais uma captação da reserva técnica, desta vez, serão retirados aproximadamente 106 bilhões de litros de água. As obras para a retirada da nova cota estão em andamento e a ação deve entrar em prática até o início do mês que vem.

Vale lembrar que o período de chuvas tão aguardado pela população poderá acontecer em novembro. O Jornal O Retrato continuará trazendo novidades sobre o assunto ao longo do desenrolar dos fatos.

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