Em cinco anos, cidade de São Paulo apresenta apartamentos com tamanho médio 23% menor

O número de apartamentos compactos na capital paulista continua a crescer. De acordo com um levantamento do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), entre 2007 a 2012, a área média de um imóvel novo passou de 102,3 m² para 78,8 m², o que equivale a uma redução de tamanho de 23%. Essa é uma tendência das principais capitais do mundo, que ganha cada vez mais adeptos. Em São Paulo, os consumidores estão dispostos a morar em imóveis menores e bem localizados, que ofereçam fácil acesso ao transporte público e lazer.

Embora a metragem dos apartamentos tenha diminuído, a valorização dos imóveis segue em alta, apesar do ritmo menor, principalmente em bairros desenvolvidos, onde é possível fazer quase tudo a pé. Ainda segundo o sindicato, o preço médio do metro quadrado subiu 124% nos últimos cinco anos. “O paulistano está abrindo mão de metragem em troca de localização”, afirma Rafael Rossi, fundador da incorporadora Huma Desenvolvimento Imobiliário.

Além da localização, outros fatores contribuem para esse movimento, como por exemplo, a escassez de terrenos na cidade de São Paulo, que faz com que sejam lançados empreendimentos menores, e até mesmo a elevação dos custos para a contratação de domésticas.

Rossi também sinaliza que nos bairros que apresentam os maiores valores de venda, a tendência é que existam apenas lançamentos de imóveis menores ou com grandes metragens, com a exclusão de unidades com tamanho intermediário. “Os novos empreendimentos nas regiões mais nobres serão de apartamentos supercompactos, com serviços para pessoas que ficam o dia todo fora de casa e querem aproveitar a Cidade, ou imóveis com mais de 250 m², para quem já tem muito patrimônio”, prevê.

SERVIÇO:
Huma Desenvolvimento Imobiliário
www.huma.net.br

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