Eleições 2012: Prepare-se para a votação

Dia 7 de outubro, domingo, das 8 às 17h, os brasileiros irão às urnas para escolher prefeito e vereadores de seus municípios. Na cidade de São Paulo são 12 candidatos a prefeito e 1.227 a vereador. Até aqui foram realizados diversos debates e propagandas eleitorais, mas se mesmo assim você ainda está em dúvida, o Jornal O Retrato apresenta o perfil dos candidatos a prefeito para você comparar, além de dar dicas para pesquisar mais sobre eles e informações gerais importantes para o “dia da decisão”.

Confira o perfil dos candidatos para prefeito da Capital:

Ana Luiza – PSTU
Gaúcha, mora em São Paulo desde 1990. É ex-bancária e iniciou a militância política em 1979, quando passou a atuar no movimento sindical. Atualmente é servidora pública do judiciário federal, diretora da Fenajufe (Federação Nacional do Judiciário Federal e Ministério Público da União) e integrante da central sindical CSP-Conlutas, que foi contra à reforma previdenciária realizada pelo governo Lula. Já militou no PT e ajudou na fundação do PSTU, partido ao qual é filiada. Sua primeira candidatura foi para o Senado em 2010, quando defendeu a extinção do Senado e a implementação do sistema unicameral no Legislativo.

Anaí Caproni – PCO
Paulista de São Bernardo do Campo, a técnica em eletrônica e bacharel em direito é conhecida por sua atuação sindical no ABC. Na década de 1980 foi militante do PT em Santo André e integrante do Movimento de Oposição Metalúrgica. É dirigente do PCO desde os anos 1990. Hoje é funcionária dos Correios e integra a direção da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios. Já se candidatou a vereadora, prefeita, deputada federal e governadora, mas nunca se elegeu. É casada com o presidente do PCO, Rui da Costa Pimenta.

Carlos Giannazi – PSOL
Nascido na Capital paulista, Carlos Giannazi é professor universitário e diretor de escola municipal licenciado. Graduado em história e pedagogia, tem mestrado em educação e doutorado em história econômica, sendo de utiliza a educação como sua principal bandeira. Expulso duas vezes do PT (em 2001 e em 2005), foi vereador duas vezes. No ano de 2006, tornou-se deputado estadual pelo Psol, sendo reeleito em 2010. Émembro da comissão de educação Na Assembleia Legislativa.

Celso Russomanno – PRB
Famoso por apresentar quadros de defesa aos direitos do consumidor em programas de TV, o jornalista Celso Russomanno já foi deputado federal por quatro mandatos entre 1995 e 2011. Chegou a concorrer ao cargo de governador do Estado de São Paulo, em 2010 pelo PP, sem o apoio de Paulo Maluf, presidente estadual do partido, e foi derrotado. Atualmente está filiado ao PRB, legenda ligada à Igreja Universal do Reino de Deus e à Rede Record.

Eymael – PSDC
O empresário gaúcho mudou-se para São Paulo em 1964. Formado em direito e filosofia pela PUC-RS, concorreu à prefeitura da Capital paulista em 1985 e 1992. Foi deputado federal por duas legislaturas, em 1986 a 1994. Foi candidato três vezes à Presidência da República, pelo PSDC. É conhecido pelo jingle que adota desde o início da carreira política: “Ey Ey Eymael, um democrata cristão”.

Fernando Haddad – PT
Nascido em São Paulo, Haddad é professor licenciado da USP (Universidade de São Paulo), graduado em Direito, com mestrado em Economia e doutorado em Filosofia pela USP. Foi ministro da educação por quase sete anos durante os governos Lula e Dilma, saindo para se candidatar à prefeitura da capital paulista. Já ocupou as funções de secretário-executivo no Ministério do Planejamento durante o governo Lula e de chefe de gabinete da secretaria municipal de Finanças quando Marta Suplicy foi prefeita da Cidade.

Gabriel Chalita – PMDB
Deputado Federal atuante na política há 19 anos, professor universitário e escritor, Chalita nasceu em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo, e já foi vereador em sua cidade natal e na Capital. Trabalhou como secretário de Educação da gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) e secretário da Juventude e de Esporte e Lazer do Estado de São Paulo. Tem apoio do vice-presidente da República Michel Temer.

José Serra – PSDB
Economista nascido em São Paulo, José Serra foi prefeito de São Paulo de 2005 a 2006, quando deixou o cargo para disputar o governo do Estado. Vencendo no primeiro turno, assumiu o governo do Estado, mesmo tendo assinado, na campanha pela prefeitura, um termo de compromisso de que cumpriria o mandato até o fim. Ele também foi deputado federal, senador, ministro do Planejamento e da Saúde, além de ter se candidatado à presidência da República em 2002 e 2010 sem sucesso.

Levy Fidelix – PRTB
Nascido em Mutum (MG) mudou-se para São Paulo há 30 anos para ser apresentador de um programa de informática na rede Bandeirantes. Já foi candidato a vereador, vice-prefeito, prefeito, deputado federal, governador e presidente, mas nunca se elegeu. É conhecido pelo famoso “aerotrem”, projeto de um trem suspenso sobre os rios Tietê e Pinheiros que ligue o aeroporto de Congonhas, na zona sul da cidade, ao de Guarulhos, na Grande São Paulo. Hoje é presidente do PRTB, Fidelix mas já foi filiado ao PL e PTR.

Miguel – PPL
O engenheiro eletrônico paulistano disputará sua primeira eleição este ano, mas é atuante na política desde 1975, quando se filiou ao MDB (atual PMDB). Ele já foi assessor na Câmara Municipal e hoje preside seu partido, o recém-criado PPL que foi fundado em 2009 e reconhecido pelo TSE em outubro de 2011.

Paulinho da Força – PDT
Deputado federal e sindicalista, é de Porecatu (PR) e se mudou para a Capital paulista na década de 1970 para atuar como metalúrgico. É conhecido por defender os direitos dos trabalhadores. Em 2006 foi eleito deputado pela primeira vez. Já foi aliado de FHC e Ciro Gomes e presidente da Força Sindical até se licenciar, em maio, para candidatar-se à Prefeitura de São Paulo pelo PDT.

Soninha – PPS
Formada em cinema pela USP (Universidade de São Paulo), Sonia Francine Gaspar Marmo foi apresentadora de TV e comentarista esportiva antes de atuar na política. Já foi vereadora pelo PT e em 2008 entrou no PPS, partido pelo qual tentou ser prefeita de São Paulo. Foi subprefeita da Lapa na gestão Kassab e, em 2011, assumiu a Superintendência do Artesanato do Estado de São Paulo, da gestão Alckmin, deixando o cargo para se candidatar à Prefeitura pelo PPS.

Confira as propostas dos candidatos a prefeito dentro dos temas:

 

Antes de sair de casa, certifique-se de que está levando documento com foto para o local de votação, pois é obrigatório. Leve também o título eleitoral para conferir a zona e seção.

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Como votar?

1 – O primeiro voto na urna eletrônica será para vereador. Digite o número do candidato – que deve ter cinco dígitos – no teclado da urna.

2 – Verifique se a foto, número e sigla do partido é realmente do candidato escolhido por você.

3 – Se as informações estiverem corretas, aperte a tecla verde “CONFIRMA”. A cada voto confirmado a urna emitirá um breve sinal sonoro.

4 – Quando os dados da tela não forem do candidato escolhido por você, aperte a tecla laranja “CORRIJE” e repita o procedimento anterior.

5 – Caso não tenha escolhido seu candidato a vereador e quiser votar apenas no partido, digite os dois números da legenda e aperte “CONFIRMA”.

6 – Logo depois deve-se colocar o número do prefeito – com dois dígitos.

7 – Verifique novamente as informações que aparecem na tela e veja se este é o candidato escolhido por você.

8 – Caso esteja correto, aperte a tecla verde “CONFIRMA”. Ao final da votação, o som emitido pela urna será mais intenso e prolongado e a palavra “FIM” aparecerá na tela.

ATENÇÃO: Se o número digitado não existir e o eleitor apertar a tecla “CONFIRMA”, o voto será considerado nulo.

9 – Existe também a possibilidade de votar em branco. Basta apertar a tecla “BRANCO” e logo depois a “CONFIRMA”.

 

DICA: Anote os números de seus candidatos em um papel para não se confundir no momento da votação.

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 Existe diferença entre BRANCO e NULO?

De acordo com o DataFolha, um entre quatro eleitores acabará anulando o voto. Mas ao contrário do que muita gente pensa, um grande percentual de nulidade do voto não anula as eleições, pois estes não são considerados válidos. Até 1997 esses votos eram contabilizados como válidos, mas a mudança da lei eleitoral excluiu os brancos e nulos da contagem final das eleições. No entanto esse tipo de voto pode influenciar no resultado, uma vez que o candidato que estiver à frente precisará de menos votos para ser eleito.

A lei apenas prevê anulação de votos obtidos por candidatos condenados por compra de votos, abuso de poder econômico ou interferência do poder político ou autoridade; e também nos casos de fraude ou coação.

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 Onde pesquisar

Por meio da internet é possível conhecer quem são os candidatos e suas propostas. Isso não apenas no site dos candidatos. O site divulgacand2012.tse.jus.br/ (sem www) apresenta informações sobre vereadores, prefeitos de todas as cidades do Pís, além de informações como vice, declaração de bens, certidões criminais e propostas que os candidatos enviaram ao Executivo. Basta preencher o nome da sua cidade e procurar.

Ficha Limpa
Outra boa opção de pesquisa é o site da iniciativa Ficha Limpa, que se tornou Lei Complementar em 2010 e passando a valer a partir das eleições de 2012. O site www.fichalimpa.org.br apresenta doações de campanhas dos candidatos e a relação de candidatos com contas barradas, além de dicas de como escolher bem o político.

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 E se eu não puder votar?

O eleitor que estiver fora do seu município no dia da eleição deverá justificar sua ausência por meio do formulário Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE), que deve ser preenchido e entregue no dia da votação juntamente com a apresentação do título eleitoral e documento de identidade oficial com foto.

O formulário pode ser obtido gratuitamente nos cartórios eleitorais, nos postos de atendimento ao eleitor ou nas páginas da Internet dos tribunais regionais eleitorais de cada Estado com antecedência ou, no dia da eleição, nos locais de votação ou de justificativa.
Se o eleitor não fizer essa justificativa, terá 60 dias após cada turno de votação para dirigir requerimento ao juiz da zona eleitoral onde está inscrito. Isso pode ser feito pessoalmente ou pelos Correios.

www.tse.jus.br

Fontes: DataFolha / Folha de São Paulo / Globo.com / site do TSE / Jus Navigandi / Ficha Limpa

 

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