Documento reúne histórias de bastidores dos Mundiais

O livro Deuses da Bola – 100 Anos da Seleção Brasileira, dos escritores Eugenio Goussinsky e João Carlos Assumpção, traz uma coletânea raríssima dos momentos mais marcantes dentro e fora de campo, com foco no “caso de amor” entre a Seleção e o povo brasileiro.

Uma viagem no tempo e um registro para se ter à mão, ainda mais neste ano de Copa do Mundo. A riqueza de informações e curiosidades reunidas no livro é refletida em cada uma das páginas. O método escolhido para a narrativa leva ao leitor a sensação de estar lendo um romance ou um livro de contos cheio de personagens e aventuras, não uma história real.

Ao mesmo tempo, entretanto, a precisão do resgate histórico é garantida pela ampla e cuidadosa pesquisa realizada pelos autores para a concepção da obra. O documento fala ainda do surgimento de grandes craques como Garrincha, Pelé e Zico, que marcaram época e contribuíram para mudar a imagem do esporte brasileiro no exterior, até os mais recentes, como Romário, Ronaldo e Neymar.

 

Confira alguns trechos das histórias que antecederam as vitórias brasileiras em Mundiais.
Copa de 1958
Antes da vitória de 58, uma data marcante foi o dia 18 de maio, quando o Brasil venceu por 3 x 1 a Bulgária, no Pacaembu. Isso porque foi a primeira vez que Pelé e Garrincha atuaram juntos. E, com esses dois jogadores lado a lado, a Seleção nunca sofreu um revés, era um time simplesmente invencível.

Copa de 1962
O livro também conta que, em 62, quase raptaram Pelé, quando o Brasil fez uma escala em Beirute. A multidão que esperava os atletas implorava para que eles jogassem no Líbano. O jornal local Le Soir publicou que, em desespero de causa, Pelé foi quase sequestrado, a fim de forçar a realização da partida.

Copa de 1970
Já em 70, antes de ganhar mais um título, a Seleção teve que reverter a opinião pública, que vaiou seguidamente o time. No Mineirão, por exemplo, num jogo disputado contra a seleção mineira, Gérson e Jairzinho foram hostilizados pela torcida local, que queria jogadores de Minas no lugar dos dois. Contra a Bulgária, no Morumbi, e contra a Áustria, no Maracanã, o clima de descontentamento continuou. A indignação popular era tanta que o jornalista Nelson Rodrigues, árduo defensor do time, desabafou ao ver a delegação brasileira partir para o México num Boeing da Varig:  “Finalmente, a Seleção deixou o seu exílio”, comentou.

Copa de 1994
Na Copa de 94, o grande debate girou em torno de Romário, o atacante era uma unanimidade nacional, mas, antes da Copa, era preterido por atritos com o coordenador técnico Zagallo. Romário foi convocado, fez seis gols no primeiro coletivo e, desde a sua chegada, caminhou para se tornar o herói do título.

Copa de 2002
Por fim, o livro conta que, em 2002, a base para o “encaixe” foi o trabalho extracampo. Auxiliado pela psicóloga Regina Brandão, Felipão traçou um perfil dos jogadores, mapeando a equipe. Entendeu melhor as peculiaridades de cada um, o que ajudou na formação da chamada “Família Scolari”, termo referente à união do grupo, que contribuiu para o êxito naquele Mundial. Até mesmo o estilo truculento do treinador com a imprensa deu lugar a uma postura mais diplomática.

Informações:
Editora DSOP
432 páginas
Preço Sugerido: R$ 49,90

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