Desafie seus conhecimentos na Língua Portuguesa

TEREZINHA BELLOTE CHAMAN*

Saber falar de forma correta o português é fundamental para qualquer estudante, profissional ou cidadão brasileiro. Pensando nisso, o jornal O Retrato traz esta coluna para que você possa verificar como está o seu nível de conhecimento. Boa sorte!

01 – Todos os gêmeos são_____ para suas mães.
a ( ) inconfondíveis;
b ( ) inconfundíveis;
c ( ) incofundíveis;
d ( ) incunfundíveis.

02 – O que significa xibungo, no contexto? Era um xibungo como outro qualquer. Não tenho nada contra.
a ( ) animal;
b ( ) ermitão;
c ( ) homem viril;
d ( ) homossexual.

03 – Deixe de lado sua _____! Um grande homem deve ter humildade.
a ( ) xibança;
b ( ) chibança;
c ( ) xibansa;
d ( ) chibansa.

04 – Nas baladas atuais, a _____ me deixa maluco.
a ( ) lezassão;
b ( ) lesassão;
c ( ) lezação;
d ( ) lesação.

05 – Era um vestido _____. Todo ele bordado.
a ( ) interiço;
b ( ) inteiriço;
c ( ) inteirisso;
d ( ) interisso.

06 – O que significa a palavra nalga no contexto? Fiquei admirando a bela nalga da morena, naquela praia.
a ( ) cabelos longos;
b ( ) rosto delicado;
c ( ) nádega;
d ( ) pernas compridas.

07 – Era uma dívida _____. Mas… tinha de pagá-la.
a ( ) vultuosa;
b ( ) vultosa;
c ( ) vultuoza;
d ( ) vultoza.

08 – Conheci um _____. Era natural da Mongólia.
a ( ) xaman;
b ( ) chaman;
c ( ) chamã;
d ( ) xamã.

09 – Uso sempre a _____ para apanhar os legumes cozidos da panela.
a ( ) escumadeira;
b ( ) espumadeira.

Respostas:
Resp. 1.: b – Todos os gêmeos são inconfundíveis para suas mães. Inconfundíveis (= que não se confundem).

Resp. 2.: d – No contexto, xibungo significa: homossexual.

Resp. 3.: b – Deixe de lado sua chibança! Um grande homem deve ter humildade. Chibança (= orgulho, soberba).

Resp. 4.: d – Nas baladas atuais, a lesação me deixa maluco. Lesação (gíria) – (= agito, badalação).

Resp. 5.: b – Era um vestido inteiriço. Todo ele bordado. Inteiriço (= de uma só peça).

Resp. 6.: c – A palavra nalga (coloquial) significa: nádega.

Resp. 7.: b – Era uma dívida vultosa. Mas… tinha de pagá-la. Vultosa (= de grande valor).

Resp. 8.: d – Conheci um xamã. Era natural da Mongólia. Xamã (= sacerdote ou feiticeiro, com supostos poderes de lidar com os espíritos).

Resp. 9.: a – b – Uso sempre a escumadeira / espumadeira para apanhar os legumes cozidos da panela. Escumadeira / espumadeira (= colher crivada de orifícios para retirar alimentos de recipientes).

*Terezinha Bellote Chaman é professora de Língua Portuguesa, com especialização em Linguística de Texto pela UNESP Araraquara. Mestre em Comunicação pela UNESP de Bauru – SP, Doutoranda em Serviço Social pela UNESP de Franca – SP, Jornalista e produtora do quadro Teste o seu Português, Programa Mestre-Cuca durante 14 anos na ex-Rede Mulher de TV e posteriormente Central Nacional de Televisão (CNT). Atuou no programa Delícias do Chef, na TV Gazeta, até agosto de 2012.

“O mestre e o discípulo não se descobrem como tais, senão na relação que os une. É o discípulo que faz o mestre, e é o mestre que faz o discípulo.” (Gusdorf).

Professores por quê? E para quê?

No dia 03 de outubro de 2014, juntamente com o Carlos, meu marido, tive o prazer e o privilégio de comparecer ao lançamento da 3ª Bienal Internacional de Gravuras Lívio Abramo. Somente pelas obras de xilogravura que lá se encontravam teria valido a visita. Mas, uma surpresa maior estava reservada para aquela noite, pois o homenageado era o Prof. Antônio F. Costella. Advogado, Professor Universitário, ex-Procurador Municipal da Prefeitura de São Paulo, organizador e dirigente da Casa da Xilogravura, museu por ele fundado em 1987, em Campos do Jordão. Costella também é artista plástico, tendo participado de exposições no Brasil, Inglaterra, China, Espanha, Cuba, Argentina, etc.. Adentramos ao recinto, Teatro Municipal de Araraquara, visitamos algumas obras ali expostas e nos aproximamos do professor. Daí por diante, observei o seguinte diálogo entre o Carlos e o

Professor:
– Prof. Costella, que prazer vê-lo novamente!
– Espere aí, sua fisionomia não me é estranha, eu conheço você, disse o mestre.
– Claro que o Sr. me conhece, Prof. Costella, eu fui seu aluno na Cásper Líbero…

Seguiu-se aí um forte, saudoso e afetuoso abraço.
– Ah! que maravilha, e há quanto tempo?
– Há 40 anos, Professor.
– Puxa vida, você pode observar que ainda tenho uma boa memória, pois os traços de seu rosto me são familiares, observou Costella.

– É Prof. mas ainda existem algumas outras peculiaridades que talvez possam fazer com que o Sr. se lembre efetivamente de minha pessoa. Naquela época, eu usava um cabelo black power. Veja o estrago, Professor, que o tempo fez comigo. Praticamente ia à Faculdade todos os dias de tamanco, correntinha no tornozelo, eu era assim… meio riponga. E um outro detalhe, Prof., que acredito agora, virá à sua lembrança. Na época, eu era casado (em primeiras núpcias) e minha esposa era Profª.. Em alguns dias da semana, lecionava à noite. Por esse motivo, nesses dias, eu levava o meu filho de colo (6 ou 7 meses de vida) e junto comigo uma mochila com mamadeira, fraldas e todos os apetrechos necessários.

– Então, você é o pai do Rickey?
– Sim, professor… sou eu mesmo.

Um novo, forte e afetuoso abraço.
– Nossa, essa lembrança jamais saiu de minha cabeça. A Leda, minha esposa, conhece toda essa história, contei a ela há muitos anos.

A partir daí, Prof. Costella, Leda, Carlos e eu, não nos separamos mais, praticamente até o final do evento. Muitos outros assuntos foram sendo conversados, durante todo o tempo em que permanecemos juntos. O Prof. ainda fez questão de apresentar o Carlos aos curadores da exposição, os araraquarenses Gino Savino e Milton Najm Bernardi. Ainda lhes disse:
– Vocês hoje me deram duas grandes alegrias, a de ser homenageado e ter algumas de minhas obras aqui expostas. Mas, além dessas alegrias, eu tive uma terceira, não menos importante que as outras duas. Estou aqui ao lado do Carlos Chaman, que foi um brilhante aluno que tive na Cásper Líbero, há 40 anos. A noite, hoje, está sendo muito especial.

Nesta noite memorável, pergunto:
Professores por quê? Porque eles são imprescindíveis para nos tornarem homens de bem. Entretanto, apenas as almas nobres deixam marcas tão indeléveis quanto as que o Prof. Costella deixou em Carlos.
Professores para quê? Para que, em alguns momentos de nossa vida, possamos viver o que tive o prazer de presenciar naquela noite.

Ao final, Costella presenteou-nos com dois de seus livros, O chão e a nuvem (1994) e O museu e eu (2012), com dedicatória e tudo. E nos disse:
– Olha, Carlos, esse último eu estou dando de presente ao Rickey. Você, por favor, entregue a ele, como uma de minhas boas lembranças.
Como é gratificante encontrarmo-nos com pessoas tão maravilhosamente Gente. Parabéns ao casal.

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