Cuidados antes de fechar o negócio evitam a inadimplência

Antes de realizar o sonho da casa própria é importante analisar as contas para evitar a inadimplência, que pode levar até à perda do bem. “Por mais que as facilidades da compra sejam vantajosas, o consumidor não pode se deixar levar pela tentação sem antes fazer um bom planejamento, pois o financiamento vai comprometer a renda da família por muitos anos”, alerta Marco Aurélio Luz, presidente da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências (AMSPA).

Para não ter dor de cabeça ao pagar as prestações do imóvel, a associação dá oito dicas de como organizar as contas antes de fechar o negócio:
1) Coloque todas as despesas no papel e, junto com a família, verifique se as prestações não vão comprometer mais do que 30% da renda familiar;
2) Tenha cerca de 50% do valor do imóvel depositado no FGTS, poupança ou em outras aplicações para se precaver contra desemprego, diminuição de renda, problemas de saúde na família, entre outras dificuldades imprevistas, que podem comprometer o pagamento do financiamento;
3) Formalize a proposta com tudo o que foi conversado e prometido pelo corretor, como preço, prazo, forma de pagamento, reajustes etc.;
4) Reserve dinheiro para pagar despesas do cartório – Imposto sobre Transações Imobiliárias e Escritura (ITBI) -, que gira em torno de 3% sobre o valor do imóvel e a escritura. Não se esqueça de guardar uma quantia para arcar com custo de reforma, seguro e mudança;
5) Peça uma planilha do banco com a projeção de todas as parcelas do financiamento, incluindo as taxas extras e os seguros que compõem a prestação;
6) Fique atento ao valor da taxa de juros do contrato, se está dentro do limite permitido pelo mercado, que hoje é de 12% ao ano;
7) Escolha o financiamento de acordo com suas possibilidades para arcar com as prestações. Nessa etapa é importante fazer cálculos e comparar as linhas de crédito imobiliário disponíveis no mercado. Hoje as modalidades para financiar a casa própria são: sistema de consórcio, Sistema Financeiro da Habitação (SFH), Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) ou direto com a construtora;
8) Opte pelos contratos com uma taxa de juros fixa mais a Taxa Referencial (TR), ou seja, pós-fixada, e pelas correções feitas pela tabela SAC ou SACRE, pois com parcelas decrescentes e juros menores, ganham diferencial competitivo diante da tabela Price e das taxas pré-fixadas.

SERVIÇO:
Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências
www.amspa.org.br

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