Crise hídrica poderá ser pior em 2015

BRUNO LEITÃO

A situação da maior crise hídrica da capital paulista não é nenhuma novidade para a população. Os números continuam assustadores e possíveis soluções não aparecem de lado nenhum. Até o fechamento desta edição, o nível do Cantareira era de 4,1 %, e a previsão de chuvas na região não são nada animadoras. Além disso, mesmo que a média pluviométrica volte a atingir a média, a recuperação do manancial será lenta, e ainda, se em 2015 os índices forem os mesmos deste ano, especialistas apontam que a situação será pior. A crise não é apenas resultado de uma seca sem precedentes, inclusive, estava anunciada desde 2010, porém, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) vendeu mais água do que poderia. Em relatório de 2011 da própria Sabesp, a retirada de água já acontecia em demasia, em quantidades superiores à reposição da mesma.

A segunda cota do ‘volume morto’, já solicitada pela Sabesp, porém ainda não aprovada pela ANA (Agência Nacional de Águas), segue sem data oficial de quando será captada. ‘Reféns’, ficamos todos aguardando a boa vontade de São Pedro.

Publicitários farão Dança da Chuva no Masp
No dia 21 de novembro, o Masp (Museu de Arte de São Paulo) será ponto de encontro para um grupo de publicitários realizarem uma grande dança da chuva em prol da ‘vida’ do Sistema Cantareira. Além disso, os participantes também terão a chance de entrar para o Guiness Book, o livro dos recordes. Em 2011, na Irlanda, a melhor marca registrada foi de 395 pessoas envolvidas em um evento parecido. Com um evento agendado no Facebook, chamado de A Maior Dança da Chuva do Mundo, 1,1 mil pessoas já estão confirmadas. A data escolhida pelo grupo é curiosa. Segundo o secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo, Mauro Arce, a primeira cota do ‘volume morto’ acabaria exatamente no dia 21.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *