Campanha realiza testes gratuitos para detecção da hepatite C no Metrô

Números alarmantes demonstram o cenário de infecção pelo vírus da hepatite C no mundo: cerca de 90% dos infectados só a descobrem quando o problema já está muito avançado. No Brasil, a situação não é diferente, pois estimativas mostram que há aproximadamente três milhões de pessoas infectadas e a doença representa a principal causa de transplantes de fígado no País. Mundialmente, mais de 500 milhões de pessoas estão infectadas com os vírus das hepatites B ou C – um índice dez vezes maior do que o número de portadores do HIV / Aids.

Com o intuito de frear esse processo silencioso, e em alusão ao Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, comemorado no dia 28, sábado, será realizada a campanha Hepatite C. Quebre o silêncio. O principal objetivo é rastrear a infecção pelo vírus da hepatite C por meio de testes rápidos, promovendo o diagnóstico precoce, fator crucial para o sucesso da terapia, já que o vírus pode permanecer por mais de 20 anos no organismo sem manifestar-se.

Criada pela Roche, a campanha com testes rápidos acontece, simultaneamente, em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE), na última semana de julho, para lembrar o impacto das hepatites na saúde brasileira. As ações integram o Projeto Caravana da Hepatite C, que realiza continuamente diversas campanhas pelo Brasil incentivando o diagnóstico precoce. Em São Paulo, a campanha tem o apoio do Metrô e acontece nas estações: Sé, até o dia 28 de julho, e Brás, entre 31 de julho e 3 de agosto.

Serão oferecidos testes para pessoas entre 30 e 59 anos e que apresentem fatores de risco para a doença (que fizeram cirurgias de grande porte, transfusão de sangue antes de 1992, profissionais de saúde e usuários de drogas). Todas as pessoas com teste positivo receberão orientações e serão encaminhadas para acompanhamento com médicos especialistas. A campanha está ligada ao já consolidado programa Procura-C, iniciativa da Roche voltada à detecção do vírus da hepatite C.

A doença

O vírus HCV, causador desta forma da doença, é transmitido pelo contato com sangue contaminado. As formas mais comuns de contágio são o uso de agulhas e seringas compartilhadas e a manipulação de materiais contaminados que cortem ou perfurem a pele, como lâminas, bisturis e alicates.

Fatores de risco

Usuários e ex-usuários de drogas que compartilhavam agulhas ou instrumentos para uso de drogas inalatórias, ex-atletas que dividiam medicamentos com seus companheiros (como injeções de energéticos, vitaminas e outros), têm maiores chances de estarem com o vírus da hepatite C. Além disso, todas as pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1992, inclusive transplantados, podem estar infectadas. Antes dessa data, o sangue das doações não era analisado para detecção desta forma de hepatite.

Quanto mais precoce for o diagnóstico dos pacientes com hepatite C, maiores são as chances de cura com o tratamento adequado. Cerca de 20% dos infectados eliminam o vírus espontaneamente. Entre os 80% restantes, quase dois terços se recuperam se tratados corretamente.

SERVIÇO:
Campanha Hepatite C. Quebre o Silêncio em São Paulo
Locais e datas: Estação Sé (até 28/07) e Estação Brás (31/07 a 03/08), das 9 às 17h.

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