Brasil segue em busca de isenção do visto de entrada nos EUA

GEORGES NABHAN E NAIARA TELES

Desde junho de 2012 o Brasil está na fila para obter livre acesso de seus cidadãos aos Estados Unidos da América. Recentemente, o Chile conquistou este direito, que passará a valer a partir de fevereiro de 2014. O país andino será o único sul-americano que fará parte do Programa de Isenção de Visto, que já teve a participação de Argentina e Uruguai, os quais foram retirados por descumprirem as regras impostas pelo governo americano. Este direito é válido àqueles que pretendem ficar por até 90 dias em território americano. Hoje, apenas 37 nações estão inclusas no programa.

Para saber se o Brasil poderá um dia fazer parte deste seleto grupo, a equipe do jornal O Retrato conversou com o porta-voz de imprensa do Consulado Americano de São Paulo, Rakesh Surampudi. Confira a entrevista.

O RETRATO – O fato de o Brasil ter muitos cidadãos vivendo nos Estados Unidos dificulta que o País consiga o direito do Visa Waiver Program (VWP)?
RAKESH SURAMPUDI – A elegibilidade de um país depende de uma série de fatores. Entre os requisitos estão ter uma taxa de aprovação de vistos superior a 97% (o Brasil está muito perto deste número); troca de informações de segurança; emissão de passaportes com chip eletrônico; programa de controle de passaportes perdidos; manutenção de determinados padrões de segurança; e controle de fronteiras, entre outros. O Programa de Isenção de Vistos (Visa Waiver Program) permite que o cidadão de uma nação participante entre nos Estados Unidos para viagem de negócios ou turismo por até 90 dias sem a necessidade de um visto, o que facilita turismo e negócios internacionais. Eles precisam, no entanto, de uma autorização eletrônica – Eletronic System for Travel Autorization (ESTA).

OR – Existe uma previsão para que isto aconteça para o Brasil?
RAKESH – Não temos uma previsão sobre quando exatamente o Brasil poderá ser incluído no Programa de Isenção de Vistos. Os requisitos para entrar no programa estão estabelecidos na lei de imigração dos EUA, que é a mesma para todos. A inclusão é um processo que leva tempo. Taiwan, por exemplo, levou cerca de 10 anos para entrar no programa. Brasil e Estados Unidos iniciaram conversas formais sobre o assunto no ano passado e criaram um grupo de trabalho sobre assuntos relativos a vistos. Atualmente 37 países pertencem ao programa e cada um tem regras próprias e recíprocas.

OR – Caso o Brasil consiga o acesso ao programa, trará alguma consequência na política econômica entre os países?
RAKESH – O intercâmbio de pessoas entre nossos países está em níveis recordes. No ano passado, por exemplo, 1,8 milhão de brasileiros visitaram os EUA. A isenção de vistos só aumentaria este contato estreito entre nossos cidadãos.

OR – O Chile é o único país sul-americano a ter acesso ao VWP. Há grandes chances de outros países da América do Sul terem direito a entrar em território americano por até 90 dias sem ter que tirar o visto?
RAKESH – O Chile foi nomeado na última semana para inclusão no Programa de Isenção de Vistos, o que dá início a um processo de verificação de uma série de informações e medidas de segurança antes que o país seja formalmente aceito. O governo chileno disse que esse programa é uma prioridade nacional. E é importante observar que o volume de turistas chilenos para os Estados Unidos é muito menor que o brasileiro. No ano passado, 300 mil chilenos visitaram os EUA. Portanto, o processo é mais complexo para o Brasil.

SERVIÇO:
Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo
portuguese.saopaulo.usconsulate.gov

3 Responses to Brasil segue em busca de isenção do visto de entrada nos EUA

  1. Gustavo disse:

    A culpa dos brasileiros não conseguirem visto para Estados Unidos é toda dos brasileiros: um bando de indisciplinados que exigem muito, mas não querem mudar sua atitude execrável. Brasileiro é preguiçoso, acha que estudar é coisa de nerd, mal-amado, idiotas que não têm namoradas, só querem ver futebol, novelinha, e as mulheres peladas do faustão; é isso que dá.

    Os políticos brasileiros não aceitam as políticas de segurança razoáveis pedidas por americanos, além de não saber governar esse país; não conseguem nem manter o povo brasileiro satisfeito, o que resultou em protestos, muito menos o povo americano. Agora ficam aí chupando o dedo, de fora do inner circle.

  2. edgarxavier dos santos disse:

    Estou feliz e fico aqui aguardando que um dia isso vire realidade

  3. Aldair disse:

    Não tenho grana pra viajar mas se tivesse seria um país que NUNCA iria fazer questão de ir seria os estados unidos.Preferiria países escandinavos que apesar de muito frio,não tem violência e por incrivel que pareça já que lá existem brancos 100% não se ouve falar em racismo.quanto aos EUA gostaria que esse pais ficasse numa pindaíba e falisse.Esse povo é o verme da sociedade.

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