“Black bloc”, mas pode chamar de filhinhos de papai!

PAULO CÉSAR CARDOSO

Eles apareceram na recente onda de protestos e ganharam status de revolucionários. É certo que outros grupos também surgiram, todos com a aprovação imediata de boa parte da população, cansada de ser explorada e nada representada. Como “em terra de cego quem tem um olho é rei”, não dava para checar as origens desses grupos, seus propósitos e a seriedade desses movimentos. O fato é que depois de tanto barulho, infelizmente nada mudou.

Os corruptos continuam impunes, as posições políticas e os espaços de cada agrupamento continuam relativamente iguais, as pesquisas de intenção de voto e avaliações de administrações permanecem as mesmas. A única novidade é que ficou proibido cuidar do patrimônio público e a ordem é deixar degradar bancos, lojas, museus e tudo que estiver na mira dos grupos em protestos.

Nesta semana uma turma de estudantes da USP, protestando sobre assuntos internos da entidade, saiu pela Cidade paralisando grandes avenidas, prejudicando milhares de trabalhadores, danificando bens públicos que nada têm a ver com a realidade deles e que serão recuperados com o dinheiro dos impostos de toda a população. Tudo isso com a polícia ali, sem poder fazer nada.

Na era do Facebook, a patrulha está instalada e sem qualquer análise vamos compartilhando opiniões pouco analisadas e muitas vezes aprovando atos que vão contra tudo aquilo que nós mesmo acreditamos. Sair na rua com a cara escondida ou com toda proteção para destruir, defendendo algo que não tem relevância para a maioria da população e não receber qualquer tipo de punição, está muito mais para filhinho mimado do que para revolucionário. Cuidado, Facebook! Dê sua opinião: paulopat@pacprommos.com.br

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