Avanço da H1N1 no Estado faz governo reforçar o combate ao vírus

No dia 21 de maio o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou medidas que abrangem desde a disponibilização de R$ 30 milhões para a preparação da rede ambulatorial e hospitalar ao tratamento de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), como a distribuição de 1,2 milhão de tratamentos de oseltamivir (tamiflu). Os recursos foram repassados aos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

Durante a entrevista coletiva, o ministro ressaltou que estes recursos foram direcionados aos Estados que apresentam maior incidência de casos de gripe. Entre eles, o de maior preocupação, no momento, é São Paulo, onde foram notificados, neste ano, 1.863 casos de SRAG e 183 óbitos, sendo 55 para H1N1, mais conhecida como gripe suína. Padilha anunciou que o Ministério da Saúde vai enviar ao Estado uma equipe para investigação dos casos de óbitos; ampliar os pontos de distribuição do oseltamivir; realizar semanalmente videoconferências com a participação de 42 hospitais para monitoramento da Influenza no Estado, além de reuniões com as operadoras de planos de saúde para reforçar o protocolo da Influenza 2013.

O ministro destacou a importância do uso do oseltamivir e fez um apelo para que Estados e municípios facilitem o acesso ao medicamento. Para isso, sugeriu que o medicamento seja disponibilizado em todas as unidades de saúde, nas UPAs, nos prontos-socorros, facilitando assim a prescrição pelo profissional de saúde. “O Ministério da Saúde garante a distribuição desse medicamento de graça e todos os Estados estão abastecidos”, afirmou Padilha.

Segundo o ministro, estudo sobre os óbitos no ano passado no Rio Grande do Sul demonstrou que apenas 5% das vítimas receberam o medicamento nas 48 horas. “O tratamento deve ser iniciado de imediato, sobretudo para pessoas que estão no grupo de risco. Não se deve esperar a confirmação laboratorial ou o agravamento do caso”, explicou Padilha. Ele ressaltou ainda que o antiviral deve ser utilizado em pessoas que fazem parte do grupo de risco e moram com alguém que teve influenza. A mesma recomendação serve para os moradores de asilos. “Essas pessoas devem receber o Tamiflu, mesmo que não tenham sinais e sintomas da doença”, observou.

Fonte:
Ministério da Saúde

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