Até o dia 23, PSB deve escolher novo candidato à presidência

colaboração NAIARA TELES

A vida realmente é um sopro, quem imaginaria ao assistir a sabatina de Eduardo Campos na noite do dia 12 no Jornal Nacional que uma tragédia poderia acabar com os planos do jovem político, que encerrou a entrevista ao JN dizendo: “Não vamos desistir do Brasil. É aqui onde nós vamos criar nossos filhos, é aqui onde nós temos que criar uma sociedade mais justa”?

O acidente aconteceu no Boqueirão, em Santos, na manhã do dia 13, quarta-feira, por volta das 10h, pois de acordo com a FAB (Força Aérea Brasileira), às 9h50 o piloto da aeronave informou que tinha pouca visibilidade para pousar no Guarujá e arremeteu.

Agora, mesmo em meio ao choque da notícia e ao luto, o PSB e os partidos que fazem parte de sua coligação têm, de acordo com as regras da lei eleitoral, dez dias, contados a partir do fato, para escolher o novo candidato à presidência.

Como a mais cotada é a vice-presidente na chapa Marina Silva, o instituto Datafolha registrou junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no dia 13, quarta-feira, uma pesquisa de intenção de voto na qual substitui o nome do candidato pernambucano pelo nome da vice, Marina Silva, embora ainda não exista uma confirmação de que essa seria a substituição. Até o fechamento desta edição a pesquisa estava programada para acontecer entre os dias 14 e 16, e a previsão era ouvir cerca de 3 mil eleitores e seria divulgada no dia 18, segunda-feira.

Sobre o acidente
Campos saiu às 9h30 do aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro, em um jatinho, com destino à base aérea de Guarujá, para cumprir agenda com Marina Silva, ex-senadora e candidata a vice do político, que não embarcou no voo, pois resolveu na última hora pegar um avião comercial com assessores.

Estavam a bordo da aeronave com o presidenciável, além dos pilotos Geraldo Magela Barbosa da Cunha e Marcos Martins, o fotógrafo oficial da campanha, Alexandre Severo e Silva; o cinegrafista, Marcelo Lyra; e os assessores: Pedro Valadares (ex-deputado) e Carlos Percol. Cerca de seis pessoas, que moravam na área onde caiu o avião, ficaram feridas.

O ex-governador de Pernambuco deixou a esposa, Renata Campos, economista e auditora do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, com quem teve cinco filhos. A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o motivo do acidente, bem como a Aeronáutica e Polícia Civil, que também irão investigar.

Fonte:
G1
Folha de S.P

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