Alemanha campeã e os principais destaques da Copa no Brasil

O desfile dos principais craques de futebol do planeta em nossos gramados chegou ao fim. A Alemanha conquistou o tetracampeonato, com todo o merecimento. Mas a vice-campeã, a Argentina, teve seus méritos, já que a equipe apresentava fragilidades e mesmo assim chegou à decisão e quase aprontou para cima dos alemães. Teve ainda a decepção da nossa seleção, gigantes que nem chegaram a disputar a segunda fase, ‘pequenos’ que surpreenderam, entre outros acontecimentos que só o futebol poderia nos proporcionar. Separamos aqui alguns destaques da competição realizada em nosso País. Confira!

Título incontestável
Durante toda a competição, conforme estampavam os veículos que fizeram a cobertura da Copa, a Alemanha, diferente das outras seleções que possuíam um, dois ou no máximo três bons jogadores na equipe, chamou a atenção pelo grande conjunto comandado por Joachim Low. Um enorme volume de jogo no meio de campo, uma excelente compactação dos jogadores em todas as partes do gramado e a posse de bola sempre a favor. Mesmo sem um Messi, Neymar ou um Cristiano Ronaldo, a Alemanha mostrou um coletivo de respeito, fato que resultou no justíssimo título de campeã mundial, a quarta estrela para os europeus, agora lado a lado com a Itália, atrás apenas por um título da Seleção Brasileira. Se cuida Brasil!

A decepção de três campeões do mundo e a ‘gigante’ Costa Rica
Vencedora das últimas duas Eurocopas, em 2008 e 2012, e também da edição da Copa de 2010, a Espanha chegou no Brasil como uma das favoritas ao título. O vitorioso elenco foi mantido e ainda ganhou o reforço do brasileiro naturalizado espanhol, o atacante Diego Costa. De nada adiantou, a Fúria estreou na Copa sofrendo uma goleada para a Holanda (5 a 1, fora o show), e na rodada seguinte foi novamente derrotada, 2 a 0 para o Chile, o que resultou na eliminação precoce dos espanhóis. Os outros dois casos aconteceram no grupo D, o ‘grupo da morte’. Itália, Inglaterra, Uruguai e a modesta Costa Rica brigavam por duas vagas nas oitavas de final, fato que já adiantava a eliminação de um campeão mundial na próxima fase. O que ninguém esperava era a Costa Rica surpreendendo os favoritos e, de quebra, eliminando dois dos principais times do futebol mundial. Com vitórias em cima de Uruguai e Itália, os costarriquenhos passaram na primeira colocação, complicaram a vida dos adversários e viram Inglaterra e Itália se despedirem ainda na primeira fase. Nas fases seguintes, a Costa Rica provou que não era um ‘cavalo paraguaio’ e avançou até as quartas de final, sendo eliminada só nas cobranças de pênalti, para a Holanda. Um verdadeiro orgulho à nação.

O maior vexame da história do futebol brasileiro
Copa no Brasil, Neymar em destaque no futebol mundial, Felipão e Parreira, últimos treinadores brasileiros que conquistaram a competição e uma atmosfera incrível criada pelos brasileiros em todos os cantos do País. Fatores que faziam o povo acreditar que poderíamos ganhar o hexa em nossos domínios. Um grande equívoco. O Brasil jogou a primeira fase do torneio sendo bastante criticado, devido ao fraco desempenho da equipe nos jogos. Contra a Croácia, uma interferência do juiz alterou o curso da partida e facilitou as coisas para uma vitória dos anfitriões. Depois o México, empate sem gols. Camarões, a pior equipe da Copa, não jogamos bem, apesar do placar de 4 a 1 favorável. Contra o Chile, mais uma atuação fraca e um jogo de quase enlouquecer os brasileiros. A vitória veio apenas nos pênaltis, em disputa que ainda expôs a fragilidade do psicológico da equipe, evidenciado no comportamento do capitão Thiago Silva. Contra a Colômbia, o primeiro tempo da equipe talvez seja a melhor parte para se guardar deste Mundial. Depois o time apresentou novamente algumas falhas defensivas, mas contou, em bola parada, com o talento de David Luiz, que encaminhou a classificação. O adversário na semifinal era a Alemanha, o grande time a ser batido. ‘Pane’, ‘sem explicação’, ‘não sei o que aconteceu’, foram frases ditas por Felipão e Parreira para justificar o atropelamento alemão na Seleção Brasileira por 7 a 1. Uma equipe que não era uma unanimidade, mas foi irreconhecível. Quatro gols em 6 minutos. Um vexame. Na disputa de terceiro lugar, contra a Holanda, outra pancada. 3 a 0 para a Laranja, que apenas cumpriu tabela diante de uma equipe que ainda levava a campo os reflexos da goleada alemã. Uma saída vergonhosa de um torneio que esperamos 64 anos para voltar ao País. Felipão e sua comissão técnica saíram. Não nos restou nada, apenas esperar por 2018, na Rússia. Que dias melhores cruzem o caminho da seleção mais vitoriosa do planeta.

O artilheiro da Copa é colombiano
Uma grata surpresa, ou melhor, nem tanto assim. James Rodríguez, o excelente camisa 10 da Colômbia, atualmente jogador do Mônaco, da França, já havia mostrado seu talento na Europa, quando atuava no Porto, de Portugal. Porém, o que pode ser considerado uma surpresa é o fato de a seleção colombiana não estar entre as principais do cenário mundial, e ainda o garoto disputar o feito com grandes craques, como Lionel Messi, Neymar, Thomas Muller, Arjen Robben, Cristiano Ronaldo, entre tantos outros. Pois é, mas ele superou a todos estes. O habilidoso meia colombiano anotou 6 gols na Copa, um deles, inclusive, em cima do Brasil, na derrota por 2 a 1. Com o desempenho no Mundial, jornais espanhóis já especulam que o atleta tenha um pré-contrato com o poderoso Real Madrid.

Messi como o melhor da Copa e Seleção da FIFA
O Mundial foi excelente, grandes jogos, ótimas atuações de vários jogadores, mas parece que a maior entidade do futebol se atrapalhou na hora de eleger o ‘cara’ da competição e também nos 11 melhores que disputaram o torneio. Depois da partida final, entre Alemanha e Argentina, a FIFA entregou o prêmio de melhor jogador a Lionel Messi, fato que intrigou, inclusive, o presidente da entidade, Joseph Blatter. Dizer que Messi fez um fraco campeonato seria um absurdo, mas entregar o título de melhor jogador também. Ao que me parece, o holandês Robben, o alemão Muller e o artilheiro colombiano James Rodríguez mereciam mais que o argentino. Já na escolha da equipe ideal, os brasileiros Thiago Silva e Oscar também causaram estranheza, talvez pela campanha desastrosa do Brasil. A seleção da FIFA ficou assim: Neuer (Alemanha), De Vrij (Holanda), Thiago Silva (Brasil), Hummel (Alemanha), Rojo (Argentina), Lahm (Alemanha), Kross (Alemanha), James Rodríguez (Colômbia), Oscar (Brasil), Robben (Holanda) e Muller (Alemanha). Detalhe, sem Lionel Messi. Vai entender.

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