Acompanhamento de profissionais em reformas de apartamentos é obrigatória

Reformas por conta própria ou até mesmo com a contratação de um “faz-tudo” são muito comuns quando se trata de alterações em projetos arquitetônicos. Mas será que o “faz-tudo” possui conhecimento técnico suficiente para realizar obras desse tipo? É seguro realizar intervenções sem o acompanhamento de um profissional habilitado?

A nova NBR (Norma Brasileira) 16280:2014, que entrou em vigor em abril deste ano, trata exatamente desse assunto. Ela estabelece que toda reforma de imóvel em prédios verticais precisará ser submetida à aprovação do condomínio, conselho ou síndico, decisão tomada com base em respaldo de um parecer técnico, gerado por um arquiteto ou engenheiro visando a segurança do empreendimento como um todo. Novas intervenções como troca de piso, revestimentos, troca de esquadrias ou fachada-cortina, reforma do sistema hidrosanitário, aparelhos de automação, dados e comunicação, instalações elétricas, de gás ou de ar-condicionado, que alterem o projeto original da estrutura, deverão ter o aval de um engenheiro ou arquiteto.

Particularmente para os profissionais da área, a responsabilidade consiste em supervisionar tudo que envolve a execução da obra, desde o plano de reforma, até o planejamento de descarte de resíduos. E já que é um trabalho bem específico, há a possibilidade de surgir um novo nicho para arquitetos e engenheiros, pois a necessidade de aprovação técnica exigirá uma consultoria de reformas em tempo integral, tanto para edifícios comerciais quanto residenciais.

As arquitetas Erika Fukunishi e Thalita Miyawaki enfatizam a importância da NBR. “Não se deve quebrar paredes indiscriminadamente, o cuidado com a parte estrutural é essencial, principalmente com colunas e vigas, pois sustentam a construção. Além disso, o profissional de arquitetura ou de engenharia possui o conhecimento técnico para opinar se a mudança desejada é possível ou não”, afirmam. Elas ressaltam também o cuidado com outros detalhes importantes como, por exemplo, o limite de carga elétrica, que pode sobrecarregar e causar danos ao edifício inteiro.

A iniciativa veio para profissionalizar os serviços de reforma, garantindo níveis mínimos de qualidade e segurança para o proprietário, síndico e condôminos. Além de evitar acidentes, como o ocorrido em 2012, no Rio de Janeiro, quando uma reforma causou o desabamento do Edifício Liberdade.

SERVIÇO:
EFTM Arquitetura
www.eftmarquitetura.com

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